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Sigifredo López (centro) é recepcionado no aeroporto de Cali pelos parentes após ter sido resgatado do poder das Farc | Jaime Saldarriaga / Reuters
Sigifredo López (centro) é recepcionado no aeroporto de Cali pelos parentes após ter sido resgatado do poder das Farc| Foto: Jaime Saldarriaga / Reuters

Veja que houve muita emoção na libertação do ex-deputado

  • Equipe do Exército brasileiro que participou dos resgates posa para foto em Cali nesta quinta-feira depois da operação

O ex-deputado colombiano Sigifredo López, libertado nesta quinta-feira (5) pelas Farc, disse que a guerrilha foi a culpada pelo assassinato de seus 11 companheiros de cativeiro com os quais havia sido sequestrado em 11 de abril de 2002.

"Eles jamais mereceram ser assassinados como foram pelas Farc em 18 de junho", disse López em discurso na praça principal de Cali, cidade para a qual foi levado depois de sua libertação.

López foi libertado em uma operação coordenada pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha.

Ele foi entregue a três representantes da entidade e à senadora oposicionista Piedad Córdoba no departamento de Cauca, sudoeste do país, e levado a Cali, onde chegou às 14h02 locais (17h02 de Brasília).

López desceu do helicóptero do Exército do Brasil - que coopera com a operação de resgate - e foi recebido por parentes e amigos, que o saudaram aos gritos de "Liberdade!". Ele aparentava estar em bom estado.

López, ex-deputado por Valle del Cauca que estava sequestrado na selva colombiana desde 2002, é o sexto refém libertado pelas Farc desde domingo, em uma série de operações da Cruz Vermelha e que teve o apoio logístico do Exército do Brasil, que, além de dois helicópteros, cedeu militares.

A guerrilha havia prometido libertar os seis reféns em um comunicado datado de 21 de dezembro, em uma tentativa de abrir um canal de negociação com o governo de Alvaro Uribe e de melhorar a sua imagem internacional.

Nesta terça-feira, as Farc haviam libertado Alan Jara, ex-governador do departamento de Meta. No domingo, haviam sido soltos os policiais Alexis Torres, Juan Galicia e José Lozano e o soldado William Domínguez, que estavam presos desde 2007.

O movimento guerrilheiro ainda mantém em seu poder 23 reféns ditos "políticos", ou seja, trocáveis por combatentes das Farc presos pelas autoridades.

Além dos reféns políticos, as Farc têm em cativeiro centenas de pessoas (entre 350 e 700 segundo as estimativas), para as quais exigem o pagamento de resgate.

Quem é López

López, de 45 anos, é o único sobrevivente do grupo de 12 deputados do departamento de Valle capturado pela guerrilha em 2002 durante um ataque à Assembleia, em pleno centro de Cali.

Seus 11 companheiros foram mortos em junho de 2007, executados por guerrilheiros após o encontro com um grupo inimigo "não identificado", segundo o governo colombiano - ou atingidos pelo fogo cruzado, na versão das Farc.

De acordo com a imprensa colombiana, López estudou direito na Universidad Santiago de Cali, onde se especializou na área penal. Seu primeiro cargo público foi inspetor de polícia de Pradera, aos 22 anos. Ele foi ainda Secretário de Obras Públicas do Departamento. Ele ainda foi prefeito entre 1992 e 1994. Seu maior posto político foi a Assembleia do Valle del Cauca.

Itamaraty

O governo brasileiro, em nota, saudou os reféns libertados e congratulou-se com o governo da Colômbia e com a Cruz Vermelha. O Itamaraty também manifestou a expectativa de que os demais sequestrados sejam libertados para que se alcancem "a paz e a reconciliação" de todos os colombianos.

O ministro colombiano de Relações Exteriores, Jaime Bermúdez, telefonou nesta quinta para o chanceler brasileiro, Celso Amorim para agradecer a ajuda prestada pelo Brasil.

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