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Ahtisaari: “Prêmio é um
reconhecimento a tudo o que 
fiz ao longo da minha vida” | Markku Ulander/AFP
Ahtisaari: “Prêmio é um reconhecimento a tudo o que fiz ao longo da minha vida”| Foto: Markku Ulander/AFP

Oslo - O ex-presidente da Finlândia Martti Ahtisaari foi premiado ontem com o prêmio Nobel da Paz de 2008. O Comitê Nobel de Oslo (Noruega) escolheu o finlandês por sua luta de mediação em conflitos internacionais.

Ahtisaari, de 71 anos, foi premiado "por seus importantes esforços, em vários continentes e durante mais de três décadas, para solucionar os conflitos internacionais’’, declarou em Oslo o presidente do Comitê Nobel norueguês, Ole Danbolt Mjoes.

Nascido em 1937, Ahtisaari atuou como professor, embaixador e subsecretário da ONU até 1991. Foi eleito presidente da Finlândia em 1994.

Entre seus principais feitos como mediador estão a mediação no Kosovo e o acordo de paz de 2005 entre o governo da Indonésia e os rebeldes da província de Aceh. No Kosovo, ele atuou como enviado especial da ONU para propor um plano de estabilização do país em meio a conflitos entre sérvios e albaneses.

Desde a intervenção armada da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em 1999, a chamada Guerra de Kosovo, a província está sob administração da ONU. Kosovo declarou sua independência unilateralmente em fevereiro deste ano.

Candidatos

Escolhido entre 197 candidatos, Ahtisaari vai receber um prêmio de dez milhões de coroas suecas (US$ 1,4 milhão).

Ele desbancou favoritos, entre os quais estavam dois dissidentes chineses – Hu Jia e Gao Zhisheng; Morgan Tsvangirai, líder do partido opositor do Zimbábue; Ingrid Betancourt, ex-refém das Farc; Lidia Yusupova, conhecida por suas duras críticas à censura do Kremlin sobre a imprensa e a violações aos direitos humanos na Chechênia; Thich Quang Do, monge que luta pela liberdade religiosa e pela democracia no Vietnã; e Bulambo Lembelembe Josué, pastor do Congo.

Os candidatos ao Nobel da Paz são indicados por instituições filantrópicas, universidades, governos, pessoas que já foram premiadas ou pelos próprios membros do comitê. O comitê, no entanto, só divulga o nome dos candidatos depois de 50 anos de sua indicação.

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