
Ex-soldados argentinos que pedem para ser reconhecidos como veteranos da Guerra das Malvinas entraram em confronto nesta terça-feira (14) com membros das forças de segurança durante um protesto na principal avenida de Buenos Aires.
Pelo menos 24 manifestantes foram detidos como resultado dos incidentes registrados na Avenida 9 de Julho, quando os ex-soldados entraram em confronto com os policiais, com pedras e gás lacrimogêneo, disseram os ativistas.
Além disso, três policiais ficaram feridos como consequência dos enfrentamentos, afirmou a televisão local.
Os manifestantes pedem para ser reconhecidos como veteranos de guerra porque cumpriam o serviço militar obrigatório quando começou a disputa pelas Malvinas, em 1982, e foram mobilizados ao sul argentino, embora não tenham chegado a combater e não sejam considerados veteranos de guerra.
"Nós há anos estamos reivindicando de forma pacífica em legislações, trabalhamos, nos reunimos, e esclarecemos permanentemente nosso projeto. As Malvinas são uma causa aberta", disse à Agência Efe Jorge Cañete, um dos manifestantes.
"Não podemos fazer projetos internacionais quando há projetos internos que ainda não foram resolvidos. Nós não somos ex-combatentes, mas somos partícipes. Somos parte da História", disse.
Os manifestantes, vários deles vestidos com os tradicionais uniformes do Exército, tinham se prostrado na noite de segunda-feira (13) na Avenida 9 de Julho e na manhã desta terça-feira interromperam o bloqueio, mas duas horas depois retomaram o protesto.
Os incidentes começaram depois que os policiais tentaram expulsar os manifestantes com um caminhão-pipa, a cerca de 400 metros do Obelisco.
Cañete considerou "exagerada" a reação policial e afirmou que "é a primeira vez que é realizada uma medida e reprimida brutalmente".
Tensão
O protesto coincide com a renovada tensão entre a Argentina e o Reino Unido pela soberania das ilhas Malvinas, quando se aproxima o 30º aniversário do início da guerra na qual morreram quase 900 pessoas. A guerra, que terminou com a derrota da Argentina, ocorreu entre abril e junho de 1982.







