Juízes de Milão, na Itália, condenaram o fundador da Parmalat, Calisto Tanzi, a 10 anos de prisão, no primeiro veredicto emitido depois que a empresa de laticínios italiana faliu, há cinco anos, na maior falência corporativa da Europa. Tanzi estava entre os oito ex-executivos e banqueiros em julgamento em Milão acusados de manipular o mercado, enganar os órgãos reguladores do mercado de ações e fornecer falsas informações sobre a contabilidade da empresa.
Todos os outros acusados - incluindo três ex-executivos do Bank of America - foram absolvidos. Os juízes rejeitaram a estratégia de defesa de Tanzi, que afirmava que os bancos tiveram um papel fundamental na falência da Parmalat.
A empresa italiana entrou em colapso em 2003, com 14 bilhões em dívida após uma ampla fraude. A nova Parmalat - uma companhia renovada que foi relistada na Bolsa de Milão em 2005 - tem pedido reparações de danos em dezenas de casos contra banqueiros e auditores na Itália.
Centenas de investidores têm acumulado ações da Parmalat na esperança de obter dividendos de bilhões de euros em danos dos ex-credores do grupo. No entanto, a companhia sofreu um duro revés em outubro deste ano, quando um júri dos Estados Unidos rejeitou suas queixas por danos causados pelo Citigroup e aceitou a defesa do banco norte-americano, ordenando que a Parmalat pagasse a ele US$ 364 milhões.
A derrota legal diminuiu as esperanças de que a Parmalat vença um processo semelhante contra o Bank of America, que deverá ser julgado no segundo semestre de 2009. As informações são da Dow Jones.







