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O governo dos Estados Unidos, liderado pelo presidente Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (7) uma nova ofensiva contra a estrutura financeira usada pelo Irã para movimentar dinheiro no exterior e contornar sanções americanas. Segundo o Departamento de Estado, o Tesouro dos EUA desmontou uma rede formada por casas de câmbio, empresas de fachada e intermediários que ajudava Teerã a movimentar centenas de milhões de dólares pelo sistema financeiro internacional.
De acordo com o porta-voz do Departamento de Estado, Thomas Pigott, a rede permitia ao regime iraniano acessar receitas obtidas com a venda de petróleo e repatriar recursos apesar das restrições impostas por Washington. Para isso, eram utilizadas empresas de fachada que dificultavam a identificação da origem e do destino do dinheiro.
A operação foi conduzida pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), braço do Departamento do Tesouro responsável pela aplicação de sanções econômicas. Segundo o governo americano, foram atingidos um indivíduo e seis entidades envolvidas em operações que davam suporte ao chamado sistema bancário paralelo do Irã.
O Tesouro explicou que bancos iranianos isolados do sistema financeiro internacional dependem de empresas privadas conhecidas como rahbars. Essas companhias administram milhares de empresas de fachada no exterior e ajudam a executar pagamentos relacionados às importações e exportações iranianas.
Conforme o Departamento do Tesouro, essas estruturas atuam em coordenação com casas de câmbio e outras empresas intermediárias para facilitar pagamentos ligados ao comércio iraniano sujeito a sanções. Entre os beneficiários dessas operações estariam o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, o Estado-Maior das Forças Armadas iranianas e a Companhia Nacional de Petróleo do Irã, além de outras entidades já sancionadas pelos Estados Unidos.
Entre os alvos anunciados nesta sexta-feira está a Farab Soroush Afagh Qeshm Company, apontada pelo Tesouro como uma empresa rahbar ligada ao Shahr Bank do Irã. Também foram atingidas empresas de câmbio associadas ao banco iraniano, incluindo a Titan Exchange e a Alps International LLC-FZ, ambas sediadas em Dubai.
Segundo Pigott, a medida integra a política de “pressão máxima” do governo Trump contra o Irã. O objetivo declarado de Washington é cortar recursos que, segundo o governo americano, são usados pelo regime para apoiar grupos terroristas, ampliar suas capacidades militares e financiar ações consideradas desestabilizadoras no Oriente Médio.
“Aqueles que ajudarem o Irã a evitar sanções enfrentarão graves consequências”, afirmou Pigott ao comentar a nova ofensiva.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que o sistema bancário paralelo iraniano está cada vez mais pressionado pelas medidas adotadas por Washington. Segundo ele, o governo americano continuará identificando e isolando redes utilizadas para movimentar recursos fora dos canais financeiros tradicionais.
Segundo o Departamento de Estado, esta é a oitava ação da OFAC em 2026 direcionada especificamente contra o sistema bancário paralelo iraniano. Ao longo do ano, as autoridades americanas já sancionaram bancos, casas de câmbio, financiadores, importadores, exportadores e empresas de fachada usadas para movimentar e repatriar receitas.
O governo americano também informou que seu programa Rewards for Justice oferece recompensa de até US$ 15 milhões por informações que ajudem a interromper redes financeiras ligadas à Guarda Revolucionária Islâmica e a entidades associadas.







