
Ouça este conteúdo
A empresa americana USA Rare Earth concluiu um acordo de capitalização de recursos para a compra da Serra Verde, única produtora de terras raras em grande escala do Brasil, localizada em Goiás.
Segundo informou a companhia por meio de um comunicado, nesta segunda-feira (24), a negociação contou com apoio financeiro do governo de Donald Trump.
O documento diz que o Departamento de Guerra dos EUA forneceu um investimento de US$ 750 milhões do total de US$ 1,5 bilhão (R$ 7,7 bilhões) capitalizados para a conclusão do negócio, prevista para acontecer ainda nesta semana. "Espera-se que a fusão seja concluída logo após a assembleia especial de acionistas da USAR em 28 de agosto de 2026", informou a empresa americana.
VEJA TAMBÉM:
“Agradecemos o apoio estratégico e o aumento do compromisso de financiamento do governo dos EUA e temos orgulho de continuar nossa forte parceria para construir uma cadeia de suprimentos de terras raras segura e resiliente”, disse Michael Blitzer, presidente executivo da USA Rare Earth.
Segundo a companhia, com mais de US$ 1 bilhão já investidos, Serra Verde é um dos projetos de terras raras mais avançados do mundo e o único produtor comercial de todas as quatro terras raras magnéticas fora da Ásia.
"Serra Verde agora pode começar a fornecer esses materiais críticos para o mercado dos EUA e está posicionada para ser a primeira a fornecer os quatro elementos em larga escala para as cadeias de suprimentos ocidentais. Com a SPE (Sociedade de Propósito Específico) capitalizada, esperamos concluir a aquisição de Serra Verde nos próximos dias, proporcionando acesso a tecnologias avançadas de processamento e integrando um ativo fundamental à plataforma da mina ao ímã da USA Rare Earth", disse.
A companhia americana fechou em abril um acordo para adquirir a Serra Verde. A mina Pela Ema, localizada no norte de Goiás e operada pela produtora brasileira, é o único depósito de argila iônica em produção fora da Ásia. Segundo o comunicado desta segunda-feira, a empresa operará uma cadeia de valor integrada de terras raras, da mina ao ímã, nos EUA, Reino Unido e Brasil.
Segundo projeções da própria compradora, o volume extraído no local deverá responder por mais da metade de toda a oferta global de terras raras pesadas produzida fora do território chinês até 2027.
O anúncio de conclusão das negociações ocorre em meio a uma crescente disputa das principais potências do mundo, EUA e China, pelo controle de minerais estratégicos para a economia e a segurança global. Conforme aponta a própria empresa, os ímãs de terras raras são os componentes básicos das tecnologias que impulsionam a economia atual, da mobilidade e eletrificação à robótica e centros de dados, até as plataformas aeroespaciais e de defesa que protegem a segurança nacional.




