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O governo de Donald Trump pretende contratar uma empresa privada para localizar em México, Guatemala e Honduras imigrantes que foram deportados ou deixaram voluntariamente os Estados Unidos, mas ainda têm multas migratórias em aberto. A informação é da agência de notícias EFE.
Segundo uma convocação da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP), a empresa deverá identificar essas pessoas, notificá-las sobre a dívida e viabilizar o pagamento, seja à vista, parcelado ou por outro acordo. O contratado também precisará comprovar às autoridades que encontrou o devedor correto, podendo reunir documentos como contas de serviços, registros de trabalho ou, em caso de morte, certidão de óbito.
A CBP estima que 66.387 imigrantes fora dos EUA ainda tenham multas pendentes. Em julho, o Departamento de Segurança Interna (DHS) calculava que o total dessas dívidas somava cerca de US$ 423 milhões.
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O governo Trump retomou no ano passado a cobrança de multas civis por infrações à legislação migratória, como o descumprimento de ordens de deportação. A penalidade, criada em 1996 com valor de US$ 500 por dia, foi corrigida pela inflação e hoje chega a US$ 998 diários.
Segundo a agência EFE, a CBP mantém atualmente contratos com empresas de cobrança que atuam apenas a partir dos Estados Unidos. A nova contratação busca ampliar essa atuação para localizar diretamente os devedores nos países onde residem, já que, até julho, nenhuma dessas empresas havia conseguido encontrar um devedor no exterior.






