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Turning Point USA sustenta que adesivos criticam o governo da China, e não o povo chinês
Turning Point USA sustenta que adesivos criticam o governo da China, e não o povo chinês| Foto: Reprodução/Twitter

Uma faculdade de Boston, nos Estados Unidos, suspendeu uma representação local do grupo estudantil conservador Turning Point USA após seus integrantes distribuírem pelo campus adesivos com uma crítica ao governo da China. A instituição também abriu uma investigação sobre o assunto.

A imagem mostra um boneco do jogo de videogame “Among Us” (em que o objetivo é descobrir um “impostor” entre os jogadores) vestido com uma roupa vermelha com a foice e o martelo e embaixo a legenda “China kinda sus” – “a China é meio suspeita”, em gíria traduzida do inglês.

A Fundação para os Direitos Individuais na Educação (Fire, na sigla em inglês), organização apartidária e sem fins lucrativos que defende direitos de professores e alunos nas instituições de ensino superior americanas, como liberdade de expressão e associação e devido processo legal, enviou uma carta à presidência da Emerson College para pedir o fim da investigação.

Enquanto a apuração está em andamento, os integrantes da Turning Point USA estão impedidos de realizar atividades como organizar eventos ou reservar espaço no campus para reuniões.

Segundo a Fire, após a distribuição dos adesivos, o grupo de Assuntos Estudantis Internacionais da Emerson divulgou uma declaração a alunos estrangeiros da faculdade na qual condenava os “adesivos que expressavam ódio contra a China”. Outros grupos de estudantes acusaram a Turning Point USA de xenofobia, entre eles a associação de alunos chineses da Emerson. Diante dessas reações, a faculdade anunciou a abertura da investigação.

A Turning Point USA sustenta que os adesivos são críticos ao governo da China, e não ao povo chinês. “Esta investigação fará com que alunos e professores suspeitem que seus direitos não significam nada para a faculdade. A Emerson deve corrigir isso, encerrando imediatamente a investigação e afirmando que a crítica a um governo estrangeiro não é assédio discriminatório”, afirmou o advogado da Fire, Adam Steinbaugh, autor da carta enviada à presidência da Emerson.

A Fire apontou que já ocorreram casos semelhantes em outras instituições de ensino superior dos Estados Unidos. Um estudante da Universidade de Fordham, em Nova Iorque, processou a instituição após ser banido do campus por ter postado no Instagram uma homenagem às vítimas do Massacre da Praça da Paz Celestial. Um professor da Faculdade de Direito da Universidade de San Diego foi investigado por criticar a ditadura chinesa no seu blog pessoal em março. A Fire interveio e a investigação foi encerrada.

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