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Um grupo defensor dos direitos humanos em Hong Kong divulgou nesta segunda-feira um vídeo mostrando, supostamente, soldados indonésios torturando indígenas papuásios -- incluindo a queima de genitália de um homem.

As forças militares mantêm uma forte presença em Papua, província rica em recursos naturais e a mais turbulenta da Indonésia, localizada no extremo leste do país. O movimento separatista na região existe há décadas e alegações de abusos cometidos pela polícia e soldados não são incomuns.

Segundo a mídia local, o chefe das Forças Armadas disse que o Exército confirmaria a autenticidade das gravações.

A Comissão de Direitos Humanos da Ásia disse que por motivos de segurança não irá revelar como conseguiu as gravações, que podem ser vistas no site do grupo ativista (link.reuters.com/hyp88p). Cenas mostrando a mutilação genital foram removidas.

"O vídeo tem duas partes. A primeira mostra militares que capturaram alguns moradores locais. Eles batem, chutam as pessoas e pedem nomes dos separatistas", disse por telefone o diretor-executivo do grupo, Wong Kai Shing, à Reuters.

"Na segunda parte, há duas pessoas sendo torturadas. Um tem uma faca contra seu pescoço e em outra cena, um interrogador tenta queimar o pênis de outro homem com um galho em chamas."

Wong disse que as gravações, feitas na província de Papua Ocidental, mostravam militares uniformizados e retratavam uma cultura de impunidade dentro das forças de segurança.

Soldados indonésios não podem ser julgados em tribunais civis e tribunais militares dão apenas sentenças leves, disse Wong.

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