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A guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, no momento em um tenso cessar-fogo e com Washington ameaçando impor ao regime persa o “maior isolamento econômico da história”, completa seis meses nesta sexta-feira (28) com um enigma inquietando as lideranças e a população do país asiático: qual é o estado real de saúde do novo líder supremo, Mojtaba Khamenei?
Ele foi escolhido para o cargo dias após seu pai e antecessor, Ali Khamenei, ter sido morto no primeiro dia da guerra, em um ataque no qual Mojtaba foi ferido. Desde então, não apareceu em público e só se manifestou em mensagens por escrito, o que gera especulações de que estaria inconsciente ou até morto, e outras pessoas estariam falando em nome dele.
O IranWire, site de notícias de linha editorial de oposição à ditadura iraniana e sediado em Londres, informou que nenhum membro do gabinete se reuniu com Mojtaba desde que ele se tornou líder supremo do Irã e que integrantes do “mais alto escalão do regime” afirmam que o estado dele é muito precário e ele poderia morrer a qualquer momento.
Em entrevista à revista americana The Atlantic, Mohammad Hossein Khoshvaght, ex-funcionário do governo e parente de Mojtaba, disse que menos de cinco pessoas se reuniram com o líder supremo desde sua chegada ao poder “devido a precauções de segurança”.
Fontes do governo iraniano disseram à Atlantic que acreditam que Mojtaba já teve morte cerebral confirmada.
Curiosamente, duas fontes antagônicas alegaram recentemente que o líder supremo está vivo. Em entrevista esta semana ao podcast do apresentador conservador Glenn Beck, o presidente americano, Donald Trump, disse que acredita que Mojtaba está vivo.
“Não penso que esteja morto. Ficou muito gravemente ferido. O lado esquerdo do corpo, o braço, a perna, tudo. Ficou muito gravemente ferido, mas não penso que esteja morto”, disse Trump.
Por sua vez, no último dia 10, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse que havia realizado uma reunião de sete horas com Mojtaba Khamenei.
Em entrevista à agência Reuters, Alex Vatanka, pesquisador do think tank americano Middle East Institute, disse que, se a ausência de Mojtaba na vida pública iraniana se prolongar, há riscos de a instabilidade no país se intensificar.
“Um acordo genuíno com Washington exige a aprovação inequívoca de Mojtaba, assim como qualquer decisão de manter um conflito longo e custoso com os Estados Unidos”, afirmou Vatanka.
“Sua ausência prolongada criou uma situação perigosa na qual facções rivais podem todas alegar saber o que o líder realmente deseja”, alertou.







