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Hillary Clinton, a nova secretária de Estado dos EUA, anunciou ontem o nome dos emissários para o Oriente Médio e para o Afeganistão e Paquistão | Jonatahn Ernst/Reuters
Hillary Clinton, a nova secretária de Estado dos EUA, anunciou ontem o nome dos emissários para o Oriente Médio e para o Afeganistão e Paquistão| Foto: Jonatahn Ernst/Reuters

Washington - O presidente Barack Obama se moveu ontem para lançar o propagado novo esforço diplomático dos EUA, anunciando enviados especiais para dois dos pontos de maior conflito no planeta envolvendo interesses norte-americanos. Obama e a nova secretária de Estado, Hillary Clinton, oficializaram George Mitchell como emissário americano para o Oriente Médio e Richard C. Holbrooke como representante especial para o Paquistão e o Afeganistão.

A nomeação dos enviados traz ecos das políticas do marido de Hillary, o ex-presidente Bill Clinton (1993–2001), que se apoiou em vários enviados durante os anos de poder. A ideia foi abandonada no governo de George W. Bush, que preferiu deixar o fardo sobre seus secretários de Estado.

No discurso de ontem no Departamento de Estado, Obama foi cauteloso sobre a situação no Oriente Médio: reiterou seu comprometimento com a criação do Estado palestino enquanto defendeu Israel com relação à recente ofensiva contra o grupo islâmico palestino Hamas em Gaza. "Deixe-me ser claro: os EUA estão comprometidos com a segurança de Israel e concordamos com seu direito de se defender’’, disse.

A fala ofereceu pouco vislumbre de mudança na política norte-americana, ao menos no curto prazo. Obama só mencionou como interlocutor para Gaza o governo desgastado do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, cuja presença e controle estão hoje limitados à Cisjordânia.

Os sinais de continuidade do isolamento do Hamas aumentaram quando Obama afirmou que apoia a organização de conferência emergencial de doadores para enviar assistência humanitária a Gaza – mas que a ajuda seria entregue à ANP.

Exigências

Ele também manteve as exigências tradicionais para negociações com o Hamas – abandono à violência, reconhecimento da existência de Israel e respeito a acordos passados – e exigiu que o grupo pare de disparar foguetes contra Israel.

Ao mesmo tempo, deu um passo à frente ao afirmar que as fronteiras de Gaza devem ser abertas para a entrada de ajuda e comércio. Mas logo acrescentou que haverá "um esforço especial para evitar que o Hamas volte a se armar contrabandeando armas pelas fronteiras’’.

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