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Espionagem dos EUA

Hillary defende direito de defesa a Edward Snowden

Asilado temporariamente na Rússia, Snowden foi indicado por três violações do Ato de Espionagem

O tom é mais moderado que o da Casa Branca. Mas, ao menos por ora, a ex-secretária de Estado americana Hillary Clinton - e nome mais cotado entre os democratas para substituir o presidente Barack Obama após as eleições de 2016 - não parece preocupada com possíveis divergências. E ela defendeu com veemência o direito do ex-técnico da CIA e da Agência de Segurança Nacional (NSA) Edward Snowden de se defender das acusações de espionagem caso retorne aos Estados Unidos.

"Estou ciente, como ex-advogada, que ele tem o direito de montar uma defesa. E ele certamente tem o direito de lançar uma defesa legal e uma defesa pública, que pode, naturalmente, afetar a defesa legal", afirmou Hillary ao jornal britânico "Guardian" durante uma visita a Londres.

Asilado temporariamente na Rússia, Snowden foi indicado por três violações do Ato de Espionagem pelo vazamento de documentos secretos que revelaram ao mundo os programas intrusivos de vigilância eletrônica comandados pelos EUA. O teor dessa lei, de termos vagos e aprovada em 1917, não diferencia espião de informante - o que praticamente não dá chance de defesa ao denunciante.

"Se ele optar por retornar ou não é com ele. Ele certamente pode ficar na Rússia, aparentemente sob a proteção de (Vladimir) Putin para o resto de sua vida, se for isso o que ele escolher. Mas se ele for sério sobre seu envolvimento no debate, poderia aproveitar a oportunidade para voltar e ter esse debate. Mas isso é decisão dele", disse a ex-secretária de Estado.

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