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Um homem-bomba matou pelo menos sete pessoas e feriu outras 18 neste domingo (2) em frente a uma delegacia de polícia na cidade Kabal, no distrito de Swat, no noroeste do Paquistão, durante uma manifestação pela paz, informou a polícia local à Agência EFE.
Outras agências internacionais, como AP e AFP, divulgaram balanço de até 14 mortos e mais de 20 feridos ao longo deste domingo. O Vale do Swat abrange a cidade natal de Malala Yousafzai, ganhadora mais jovem do Prêmio Nobel da Paz, baleada por talibãs na região em 2012.
De acordo com o porta-voz da polícia de Swat, Nasir Iqbal, o ataque ocorreu por volta das 18h (horário local) em frente à delegacia de Kabal, cidade do Vale do Swat. "Sete pessoas, entre elas policiais, morreram, e 18 ficaram feridas na explosão", afirmou Iqbal à EFE.
Cerca de mil pessoas participavam da manifestação pela paz na região que enfrenta há anos ataques de militantes. O protesto reuniu grande número de manifestantes vindos de todo o distrito, de acordo com o veículo local Dawn News. O atentado ocorreu enquanto o último orador do ato discursava à multidão, o que gerou pânico entre os presentes.
Paquistão soma mais de três mil incidentes terroristas em 2026
O aumento de atentados no Paquistão nos últimos anos está diretamente associado, segundo o governo do país, ao retorno dos talibãs ao poder no Afeganistão em 2021.
Desde então, as autoridades paquistanesas vêm responsabilizando publicamente tanto o governo afegão quanto a Índia por, segundo elas, oferecer apoio ao Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP) — o chamado talibã paquistanês — e a grupos insurgentes baluchistas que atuam no território do país, acusação negada por Cabul e por Nova Délhi, de acordo com a EFE.
A dimensão do problema aparece nos números levantados pelo Exército paquistanês: somente em 2026, o Paquistão já contabiliza mais de 3.100 incidentes relacionados a terrorismo, entre eles 28 atentados suicidas com bombas.
A quase totalidade dos casos está concentrada em duas províncias, Khyber Pakhtunkhwa (62,7% do total) e Baluchistão (36,5%) — justamente onde fica o distrito de Swat, palco do ataque deste domingo.
Em declaração à EFE, o tenente-general Ahmed Sharif, diretor-geral de Relações Públicas Inter-Serviços das Forças Armadas do Paquistão, afirmou que 819 paquistaneses já morreram neste ano em episódios ligados ao terrorismo — média de quatro mortes por dia.
Desse total, segundo Sharif, cerca de 500 vítimas pertenciam a forças de segurança, e 322 eram civis.





