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Autoridades de Hong Kong têm recorrido às chamadas leis de sedição da época colonial para prender e intimidar ativistas e críticos do governo
Autoridades de Hong Kong têm recorrido às chamadas leis de sedição da época colonial para prender e intimidar ativistas e críticos do governo| Foto: EFE/EPA/JEROME FAVRE

A Polícia de Hong Kong prendeu nesta quarta-feira (29, horário local) seis atuais ou ex-funcionários do site de notícias pró-democracia Stand News. Segundo informações da agência Reuters, eles são acusados de “conspiração para veicular publicações sediciosas (insurreição contra a autoridade estabelecida)”.

Os detidos são três homens e três mulheres, com idades entre 34 e 73 anos, em cujas residências foram realizadas buscas. O Stand News informou que um dos presos é Ronson Chan, vice-editor do site e chefe da Associação de Jornalistas de Hong Kong.

Em junho deste ano, executivos do jornal pró-democracia Apple Daily já haviam sido presos por suposto “conluio com um país estrangeiro”. Posteriormente, o periódico encerrou atividades.

As autoridades de Hong Kong têm recorrido às chamadas leis de sedição do território, da época em que pertencia ao Reino Unido, para prender e intimidar ativistas e críticos do governo.

Essa legislação não vinha sendo utilizada desde o fim da era colonial, em 1997, mas isso mudou após a promulgação da nova lei de segurança nacional, imposta por Pequim em junho de 2020, uma resposta aos protestos pró-democracia realizados em Hong Kong desde o ano anterior.

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