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Órgãos de imprensa internacionais estão repercutindo o anúncio de que o governo dos Estados Unidos concedeu o green card, documento que permite a estrangeiros residência por tempo indeterminado no país, ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
A agência alemã DW afirmou que a concessão do green card a Eduardo “ocorre em meio a um clima de tensão entre Brasil e EUA, menos de uma semana depois de o governo do presidente Donald Trump impor um novo tarifaço de 25% para produtos brasileiros – alegando ‘práticas comerciais desleais’ por parte do Brasil”.
“Na primeira rodada de tarifas impostas ao Brasil, em 2025, o presidente americano argumentou que as tarifas seriam também vinculadas a uma suposta perseguição do Estado brasileiro – principalmente, por meio do Judiciário, ou seja, do STF [Supremo Tribunal Federal] – ao ex-presidente Jair Bolsonaro”, acrescentou a DW.
A Ansa foi na mesma linha, ao afirmar que “a medida chega em meio a um momento de tensões diplomáticas entre Brasília e Washington, após o governo americano confirmar o tarifaço de 25% contra produtos brasileiros”.
A agência italiana lembrou da condenação de Eduardo a quatro anos e dois meses de prisão por acusações de coação no curso do processo, imposta pelo STF no mês passado. “O ex-parlamentar, que está nos EUA há mais de um ano, alega ‘perseguição política’”, escreveu a Ansa.
A Reuters também mencionou o novo tarifaço, que entra em vigor nesta quarta-feira (22), e mencionou que Eduardo Bolsonaro “tem cultivado laços com conservadores dos EUA e com o governo Trump”.
“Adversários políticos de Eduardo e do seu irmão, o senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro, acusaram a dupla de atuar contra o Brasil nos EUA — uma conduta que, segundo críticos, pode ter levado à imposição de tarifas americanas sobre certos produtos brasileiros”, disse a agência britânica, que afirmou que “tanto Eduardo quanto Flávio Bolsonaro negaram ter solicitado ao governo Trump a aplicação de tarifas sobre as exportações brasileiras”.
“Eduardo Bolsonaro, que já tinha autorização para trabalhar nos EUA antes de obter o green card, afirmou que só retornará ao Brasil se receber anistia”, lembrou a reportagem da Reuters, que concluiu com uma frase do ex-deputado: “Pelo menos aqui [nos Estados Unidos] eu sou livre”.







