
A ex-candidata à Presidência da ColômbiaIngrid Betancourt disse nesta sexta-feira (19) que planeja se isolar durante um ano para escrever sobre sua experiência como refém da guerrilha colombiana, e para passar mais tempo com a sua família.
Betancourt, resgatada em julho junto com três norte-americanos depois de permanecer por seis anos nas mãos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), está em visita ao México, onde se encontrará com o presidente Felipe Calderón.
"Vou me isolar, não vão voltar a me ver por um tempo", disse Betancourt a jornalistas. "Precismo me isolar para escrever, e tratar de fazer algo que é necessário, que é fazer o testemunho do que vivi", acrescentou.
Desde sua libertação, Betancourt permaneceu em evidência, viajando pelo mundo para se reunir com presidentes, ativistas e figuras públicas, como a cantora Madonna.
Betancourt, que também tem nacionalidade francesa, não deixou claro em qual país viverá durante o ano, mas disse que poderia sair temporariamente do isolamento em ocasiões especiais, como uma eventual libertação de reféns.
Nas últimas semanas, ela percorreu vários países da América Latina para incentivar a libertação de pessoas que estão sequestradas pelas Farc.
Betancourt também aproveitou a deixa para manifestar sua solidariedade com o México, que recentemente foi atingido por uma onda de casos de sequestro e morte.
"Quando venho ao México, minha preocupação principal são os sequestros econômicos", disse Betancourt.
Os sequestros, que junto com a violência dos cartéis da droga deixaram 4.700 mortos no país neste ano, são um dos problemas de segurança mais alarmantes do México.



