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O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, aproveitou o encontro de chanceleres do Brics, aliança de países emergentes, para se reunir com representantes de regimes aliados, como Irã e Rússia.
Em uma dessas reuniões, realizada às margens da cúpula nesta quinta-feira (14), Vieira discutiu temas de interesse bilateral com o homólogo do Irã, Abbas Araghchi, incluindo a guerra com os EUA.
De acordo com informações do Itamaraty, o Brasil transmitiu uma posição favorável a uma solução diplomática entre os países e a disposição de contribuir para negociações que conduzam à paz e à reabertura do Estreito de Ormuz, rota essencial para o trânsito global de combustíveis e fertilizantes.
A pasta brasileira destacou que o representante do regime iraniano relembrou o "esforço construtivo" de Brasil e Turquia em mediar um sobre o programa nuclear de Teerã, em 2010.

No início do conflito, em fevereiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silvla (PT) saiu em defesa do Irã, referindo-se à guerra como "de Trump e de Netanyahu”. O petista disse ainda que não havia qualquer evidência de produção de armas nucleares no país persa, com afirmado pela Casa Branca.
Vieira se reuniu ainda com o chanceler russo, Sergey Lavrov, ocasião na qual acertou uma visita a Moscou, com ênfase nas relações econômico-comerciais e no suprimento de fertilizantes russos para o mercado brasileiro.
O Itamaraty informou que os dois discutiram as guerras na Ucrânia e no Irã, a agenda do G20 e a sucessão de António Guterres à frente da Secretaria-Geral da ONU. O Brasil destacou que é favorável à candidatura da ex-presidente chilena Michelle Bachelet ao cargo.
O encontro bilateral ocorre um dia após a ex-presidente Dilma Rousseff ter se reunido com o ditador russo, Vladimir Putin. Atualmente, ela é presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) dos Brics.








