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Encontro em Moscou

Em reunião com Putin, Dilma transmite “grande respeito” de Lula pelo ditador

O ditador russo, Vladimir Putin, e a presidente do Banco dos Brics, Dilma Rousseff, em encontro nesta quarta-feira (13) em Moscou (Foto: PELAGIYA TIKHONOVA/SPUTNIK/KREMLIN/EFE/EPA)

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A presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) dos Brics, Dilma Rousseff, se encontrou nesta quarta-feira (13) em Moscou com o ditador russo, Vladimir Putin, e transmitiu ao mandatário o que descreveu como “grande respeito” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo líder do Kremlin.

Rousseff visitou Putin antes da 11ª Reunião Anual do Conselho de Governadores do NBD, que começou nesta quinta-feira (14) e vai até amanhã na capital russa.

Segundo um trecho da conversa divulgado pela Embaixada da Rússia no Brasil, o ditador se disse “muito satisfeito por termos a oportunidade de nos encontrarmos durante sua visita de trabalho, conversar, discutir nosso trabalho atual e nossas perspectivas”.

Rousseff respondeu afirmando que era “uma grande honra” se encontrar novamente com Putin.

“Temos trabalhado intensamente com a parte russa, com o ministro das Finanças [Anton] Siluanov e com o representante russo, senhor [Maxim] Oreshkin [vice-chefe de gabinete da Presidência da Rússia]. Também temos a honra de dizer que o vice-presidente da parte russa [Roman Serov] está nos ajudando muito a enfrentar nossos desafios”, afirmou a presidente do Banco dos Brics, cargo que ocupa desde 2023.

“Gostaria também de dizer que, em nome do Brasil, o presidente Lula transmite suas mais calorosas saudações e grande respeito ao senhor”, acrescentou Rousseff.

Lula causou indignação em 2023 ao falar que tanto Ucrânia quanto Rússia são responsáveis pela guerra no primeiro país e ao dizer que o mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI) contra Putin não seria cumprido se ele viesse ao Brasil para a cúpula do G20, realizada em novembro de 2024 no Rio de Janeiro. Depois, o petista desconversou sobre a ordem de prisão contra o ditador russo, que não veio para o evento.

Desde o início da guerra na Ucrânia, o Brasil aumentou a compra de derivados de petróleo e fertilizantes da Rússia, gerando questionamentos éticos sobre financiamento à agressão russa ao país vizinho.

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