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Ahmadinejad fala a jornalistas, em Teerã: líder iraniano resiste à pressão dos Estados Unidos e da Agência Internacional de Energia Atômica | Raheb Homavandi/Reuters
Ahmadinejad fala a jornalistas, em Teerã: líder iraniano resiste à pressão dos Estados Unidos e da Agência Internacional de Energia Atômica| Foto: Raheb Homavandi/Reuters

Diretor nega esconder provas

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohamed ElBaradei, rebateu ontem as acusações de que esconderia provas sobre o programa nuclear do Irã, ao abrir a sessão de setembro do conselho de ministros da agência.

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Viena e Teerã - O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou ontem que seu país não irá deter o enriquecimento de urânio e não negociará seu direito a desenvolver um programa nuclear. O enriquecimento de urânio é usado tanto como combustível nuclear quanto material para confecção de uma bomba nuclear.

Ahmadinejad também disse que vai apresentar um pacote de propostas para negociações com os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, mais a Alemanha, mas rejeitou qualquer prazo para tais conversas. Ele disse que o pacote vai "identificar os desafios diante da humanidade... e resolver preocupações globais".

Contudo, o presidente iraniano disse que, "do nosso ponto de vista, a questão nuclear do Irã está acabado". "Continuaremos nosso trabalho dentro da estrutura de regulamentação global e em es­­treita interação com a Agência In­­ternacional de Energia Atô­mica", afirmou. Mas, "nunca ne­­gociaremos sobre os óbvios direitos da nação iraniana", acrescentou.

Ahmadinejad afirmou que estaria disposto a discutir apenas dois aspectos da questão nuclear: "criação de energia nuclear pacífica para todos os países" e um mecanismo para evitar a proliferação de armas nucleares e encorajar o desarmamento nuclear global.

O presidente dos EUA, Barack Obama, e seus aliados europeus deram ao Irã um prazo até o final de setembro para aceitar uma oferta de negociações nucleares com seis potências mundiais e incentivos comerciais se suspender as atividades de enriquecimento de urânio. Caso contrário, o Irã poderá enfrentar sanções punitivas mais severas.

Os EUA e alguns de seus aliados acusam o Irã de usar seu programa nuclear civil como uma cobertura para o desenvolvimento de armas. O Irã nega as acusações, dizendo que seu programa nuclear tem como objetivo gerar eletricidade.

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