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O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, disse nesta sexta-feira (3) que qualquer acordo nuclear entre o Irã e as potências internacionais deve incluir o direito de existência do Estado judaico.

A declaração foi feita um dia após a aprovação do plano de ação sobre o programa nuclear, acertado entre a República Islâmica e o grupo P5+1 -Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia, China e Alemanha- e que deve entrar em vigor em julho.

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Em comunicado, o primeiro-ministro disse que todo seu gabinete de segurança “se opõe veementemente” ao acordo.Na opinião do chefe de governo, o pacto é insuficiente para eliminar o risco de que Teerã tenha uma bomba atômica, cujo principal alvo para os israelenses seria o seu território.

“Israel exige que o acordo final com o Irã inclua um compromisso claro e sem ambiguidade com o direito de Israel de existir”, disse Netanyahu. “Há uma terceira alternativa: aumentar a pressão sobre o Irã até conseguir um acordo melhor.”

O anúncio do plano de ação aprofunda o mal estar entre Israel e os Estados Unidos. Em conversa com Netanyahu, o presidente Barack Obama considerou as questões em jogo do acordo “maiores que problemas políticos”.

À agência de notícias AFP, o ex-diretor-geral do Ministério de Assuntos Estratégicos israelense, Yossi Kuperwasser, disse que Netanyahu deverá manter a pressão contrária ao acordo até o fim das negociações, em junho.

Repercussão

Representante de uma das potências do P5, o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, elogiou nesta sexta-feira o acordo firmado. “Nos preocupa o fato do Irã conseguir armas nucleares, mas o que este acordo faz é bloquear todas as vidas em direção a uma arma nuclear, e impõe as devidas inspeções e verificações”, explicou.

O ministro das Relações Exteriores britânico, o também conservador Philip Hammond, disse que o acordo é “muito mais do que nós pensávamos que era possível há 18 meses” e confia que está é uma garantia de que o programa iraniano é pacífico. Hammond lembrou que, após o tratado final, mecanismos de supervisão precisam ser acordados, o que deve ocorrer nos próximos três meses.

Vários países árabes expressaram confiança com o acordo, nessa sexta-feira. Na Síria, uma fonte de alto escalão do Ministério das Relações Exteriores considerou o pacto “uma nova contribuição da República Islâmica do Irã para consolidar a paz e a segurança internacional e diminuir a tensão na região e no mundo”.

O rei da Arábia Saudita, Salman bin Abdelaziz, disse por telefone ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que o acordo final deve reforçar a segurança e a estabilidade internacional e da região. O chefe do parlamento do Líbano, o ministro das Relações Exteriores iraquiano e representantes do grupo xiita libanês Hezbollah também vieram à público para elogiar a iniciativa.

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