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O conservador The Wall Street Journal (WSJ) está nesta manhã com uma manchete no seu site detalhando a operação que levou Flávio Bolsonaro (PL) aos Estados Unidos, após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ter determinado depois da eleição de domingo (25) a entrega dos seus passaportes e que o senador não poderia deixar o Brasil.
Segundo apurou o jornal americano, um pequeno grupo, que incluiu Jason Miller, aliado do presidente americano, Donald Trump, e que teve colaboração do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro – irmão de Flávio e que está nos EUA desde 2025 –, providenciou um jato fretado para levar o senador da Argentina para o estado americano da Flórida, onde ele, sua esposa e filhas chegaram na manhã de quarta-feira (28).
Fontes do WSJ relataram que a operação teve início na segunda-feira (26), depois que a decisão de Moraes aumentou as preocupações entre aliados de que Flávio poderia ser preso.
Após saírem da residência do senador em Brasília na noite daquele dia, os veículos que levavam Flávio e seus familiares seguiram em direções diferentes, deixando jornalistas e autoridades na incerteza sobre em qual deles ele estava.
Na terça-feira (27), aliados de Trump e de Flávio, como o advogado mexicano Simón Levy, começaram a difundir informações de que o senador já havia chegado à Flórida.
Porém, ele ainda estava no Brasil. No mesmo dia, Trump aprovou pessoalmente a entrada de Flávio e sua família nos EUA e o secretário de Estado americano, Marco Rubio, providenciou a emissão de vistos para eles, segundo fontes do WSJ.
Porém, a família ingressou no país sob uma autorização de permanência por motivos humanitários, o chamado humanitarian parole, que permite ficar nos Estados Unidos por um ano, relataram as fontes.
Na terça-feira à noite, às 22h50, Flávio e seus familiares atravessaram a Ponte Internacional Tancredo Neves rumo a Puerto Iguazú, na Argentina, segundo relatado por autoridades migratórias do governo Javier Milei na madrugada de ontem.
O WSJ confirmou informações da imprensa argentina, dando conta de que o veículo de Flávio foi escoltado pela Polícia de Segurança Aeroportuária (PSA) até o Aeroporto Internacional de Puerto Iguazú e de que este momento da operação foi acompanhado por Santiago Caputo, um dos principais assessores de Milei. O jornal americano relatou que Caputo manteve contato direto com Eduardo Bolsonaro para coordenar a ação.
À 00h21 de quarta-feira, o Gulfstream G400, jato particular da empresa de fretamento aéreo Baires Fly que havia chegado de Buenos Aires no dia anterior, decolou de Puerto Iguazú, levando o senador e sua família para Guayaquil, no Equador, para a aeronave reabastecer antes de seguir para os Estados Unidos.
Na Argentina, um plano de voo, ao qual o WSJ teve acesso, listou Flávio, viajando com um passaporte italiano, a esposa e as duas filhas do casal como passageiros. A aeronave partiu com dois pilotos e um comissário de bordo.
Em Miami, onde o jato pousou no Aeroporto Executivo Miami-Opa Locka por volta das 9h30 no horário local (10h30 de Brasília) de quarta-feira, o senador e sua família foram rapidamente acomodados em um SUV que os aguardava.
O WSJ relatou que, segundo pessoas que participaram de conversas com Flávio, o senador “pretende estabelecer uma operação política a partir do exílio nos Estados Unidos”.
Aliados da família Bolsonaro em Washington fazem pressão para que Trump conteste a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no domingo, porém por ora “a Casa Branca deu poucos sinais de que pretende ir além de oferecer refúgio a Bolsonaro”, disse o jornal americano.







