Três jornalistas da Al-Jazeera que estão sendo julgados no Egito pediram diretamente ao juiz nesta segunda-feira para libertá-los insistindo que as acusações de terrorismo contra eles são absurdas.

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O juiz negou o pedido de fiança do australiano Peter Greste, do egípcio-canadense Mohammed Fahmy e do egípcio Baher Mohammed durante a quarta audiência do julgamento que começou no dia 20 de fevereiro. O julgamento marca a primeira vez que jornalistas sofrem acusações relacionadas a terrorismo no Egito, atraindo críticas do exterior.

Os três, junto com outros 17 réus, estão sendo julgados por terrorismo com base nas acusações de autoridades do Egito de que ofereceram uma plataforma de expressão para o grupo Irmandade Muçulmana, do presidente deposto Mohammed Morsi, declarada uma organização terrorista pelo governo. Os seus advogados de defesa argumentam que eles estavam apenas fazendo seu trabalho como jornalistas.

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Greste, Fahmy e Mohammed falaram depois de o juiz ter tomado a atitude incomum de deixar os réus saírem do local do tribunal onde ficam normalmente para se aproximar da bancada e se dirigir a ele diretamente com solicitações. Além dos três jornalistas, cinco outros réus estavam no tribunal na segunda-feira, com o restante sendo julgado à revelia.

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