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A presidente da bancada negra do Congresso, Joyce Beatty, fala depois que o Senado votou para confirmar a juíza Ketanji Brown Jackson para a Suprema Corte, nesta quinta-feira
A presidente da bancada negra do Congresso, Joyce Beatty, fala depois que o Senado votou para confirmar a juíza Ketanji Brown Jackson para a Suprema Corte, nesta quinta-feira| Foto:

A juíza Ketanji Brown Jackson, indicada pelo presidente Joe Biden para a Suprema Corte dos Estados Unidos, conseguiu reunir votos suficientes no Senado nesta quinta-feira (7) para ser confirmada no cargo e se tornar a primeira mulher negra a chegar à mais alta corte do país.

Embora a votação ainda não tenha terminado, Jackson já superou a maioria simples que precisava com o voto a favor de 53 senadores: os 50 democratas e três republicanos moderados, Susan Collins, do Maine, Lisa Murkowski, do Alasca, e Mitt Romney, de Utah.

No mês passado, durante audiências no Senado, Jackson foi criticada por seu trabalho em defesa de acusados de porte de pornografia infantil. De acordo com o senador Ted Cruz, em um dos casos, por exemplo, um pedófilo de 18 anos com posse de pornografia infantil foi condenado a apenas três meses de detenção, abaixo do recomendado pela promotoria e pela lei.

Na sabatina, a magistrada também respondeu à senadora Marsha Blackburn ser incapaz de definir a palavra “mulher”. “Não posso”, disse. “Não neste contexto, não sou bióloga.”

A juíza argumentou, ainda, que o caso Roe vs. Wade, decisão do tribunal de 1973 que permitiu o aborto no país em determinadas circunstâncias, é uma “legislação estabelecida da Suprema Corte” – dando a entender que votará contra mudanças nessa jurisprudência.

A confirmação de Jackson, no entanto, não muda a composição ideológica da Suprema Corte dos EUA, que, com seis juízes conservadores e três progressistas, está mais inclinada à direita do que em qualquer outro momento desde a década de 1930.

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