O ex-general venezuelano Hugo “El Pollo” Carvajal, que foi chefe da contrainteligência de Hugo Chávez e Maduro, em foto de setembro de 2019| Foto: EFE/ Víctor Lerena
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O Tribunal Supremo da Espanha negou, de acordo com decisão tornada pública nesta terça-feira, um recurso do ex-general venezuelano Hugo Armando Carvajal contra a decisão do governo do país europeu de extraditá-lo aos Estados Unidos, onde é acusado por tráfico de drogas.

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O Executivo espanhol decidiu pelo envio do ex-militar, conhecido como Pollo Carvajal, em março do ano passado, após receber sinal verde da Audiência Nacional.

Desde que foi preso em setembro, após quase dois anos de paradeiro desconhecido, o antigo chefe do Serviço de Inteligência da Venezuela, tem tentado evitar a extradição para os Estados Unidos por todos os meios.

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Carvajal tentou recorrer junto ao governo, com pedidos de asilo ou a revelação de supostos esquemas de corrupção do governo venezuelano com ex-dirigentes políticos espanhóis.

Atualmente, a entrega de Pollo Carvajal aguarda a reunião do plenário da sala penal da Audiência Nacional na sexta-feira, para discutir sobre a questão que impediu a extradição para os EUA, que estava prevista para o último sábado.

No pedido de extradição, ao qual a Agência Efe teve acesso, um tribunal do distrito sul de Nova York informa que Carvajal é apontado como membro da organização de narcotraficantes conhecida como "El Cartel de los Soles", composta por integrantes do alto escalão da ditadura venezuelana.

O ex-general chavista é procurado pelos EUA devido a acusação de tráfico de toneladas de cocaína, que teriam sido introduzidas no país em diversas ocasiões, com ajuda da cúpula das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Quando prestou primeiro depoimento na Espanha durante o processo de extradição, o ex-general garantiu que as acusações feitas nos Estados Unidos são falsas e que foram feitas com motivações políticas.

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