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A juíza federal Deborah Boardman manteve nesta sexta-feira (28) a ordem executiva do presidente Donald Trump que restringe o número de pessoas elegíveis para a cidadania por nascimento.
A magistrada rejeitou um pedido de liminar apresentado por defensores dos direitos dos imigrantes, argumentando que a parte autora sequer mencionou o novo decreto do presidente no pedido, de 6 de agosto, que visava particularmente o chamado "turismo de parto".
Apesar de ter mantido a política da Casa Branca, ela disse que permitiria que os demandantes complementassem sua queixa e estabeleceria um cronograma rápido para que contestassem mais uma vez a ordem.
A juíza, nomeada pelo ex-presidente democrata Joe Biden, fez críticas à ordem de Trump, dizendo que seu governo "tenta eliminar exceções à cidadania por nascimento com uma simples canetada".
A decisão surge meses depois da Suprema Corte anunciar um entendimento favorável à manutenção da cidadania por nascimento no território americano. Dessa forma, o tribunal superior derrubou a ordem assinada por Trump no primeiro dia do seu segundo mandato que instruía agências governamentais dos EUA a não reconhecerem a cidadania de crianças nascidas nos EUA sem que seus pais sejam cidadãos americanos ou residentes permanentes legais.




