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Justiça eleitoral do Peru nega pedidos da direita para eleições complementares

Apoiadores do candidato conservador Rafael López Aliaga em protesto em Lima no dia 14 (Foto: John Reyes/EFE)

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O Júri Nacional Eleitoral do Peru (JNE) negou pedidos de candidatos de direita para a realização de eleições complementares ao pleito geral no país, realizado na semana passada.

A solicitação havia sido feita pelo candidato conservador Rafael López Aliaga e corroborada pela direitista Keiko Fujimori.

Em comunicado divulgado nesta sexta-feira (24), o JNE disse que a votação complementar seria “inviável” e que recusou os pedidos por unanimidade, após “uma análise técnico-jurídica” e “considerando os relatórios emitidos pelas instâncias competentes”.

“O JNE vem desenvolvendo continuamente os trabalhos de revisão das atas observadas, resolução de pedidos de anulação e demais ações previstas no quadro constitucional, legal e regulamentar vigente”, acrescentou.

Devido à falta de urnas e seções eleitorais em alguns locais de votação, que deixou mais de 63 mil eleitores sem votar no último dia 12 (data do primeiro turno das eleições gerais), a votação foi prorrogada até o dia 13 nesses pontos.

Entretanto, segundo o jornal El Comércio, López Aliaga alegou que a falta de material eleitoral no domingo fez vários peruanos desistirem de votar também na segunda-feira, o que teria feito ele perder cerca de 1 milhão de votos, já que os problemas logísticos teriam ocorrido em áreas da capital, Lima, onde ele estaria à frente nas pesquisas.

“Exigimos eleições complementares para todos que não votaram, incluindo policiais e militares”, disse o conservador no domingo (19).

Keiko Fujimori, que lidera a apuração do primeiro turno, manifestou apoio à ideia. “Ouvi o pedido e me parece razoável, pois ele [López Aliaga] não está mais falando em insurgência ou anulação total [da eleição]”, disse a candidata de direita na segunda-feira (20), fazendo referência às alegações do adversário de que ocorreu fraude na eleição.

A Justiça Eleitoral peruana está analisando mais de 4 mil atas impugnadas por apresentarem inconsistências ou irregularidades, o que definirá quem será o adversário de Fujimori no segundo turno, marcado para 7 de junho.

Devido aos problemas na eleição da semana passada, o diretor do Escritório Nacional de Processos Eleitorais do Peru (Onpe, na sigla em espanhol), Piero Corvetto, renunciou ao cargo e José Samamé Blas, gerente de gestão eleitoral do Onpe, foi preso.

Com 95,1% dos votos apurados, Fujimori tem 17,1% dos votos e o esquerdista Roberto Sánchez ostenta 12%, contra 11,9% de López Aliaga – a diferença entre o segundo e o terceiro colocado é de apenas 20 mil votos no momento.

No sábado passado (18), Yessica Clavijo, secretária-geral do JNE, estimou em entrevista à emissora RPP que o resultado definitivo do primeiro turno da eleição presidencial no Peru deve ser conhecido na primeira quinzena de maio, ou seja, um mês após a votação.

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