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A Justiça italiana adiou para 24 de novembro a audiência que vai analisar o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) para o Brasil.
Nesta terça-feira (27), o tribunal atendeu a um pedido da defesa, que alegou falta de acesso a documentos enviados pelo governo brasileiro sobre as condições de custódia e assistência médica na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia.
Em comunicado à imprensa, o advogado brasileiro Eduardo Maurício afirmou que ele e os advogados italianos Pieremilio e Alessandro Sammarco pediram mais tempo para analisar a documentação.
Segundo a defesa, a falta de acesso aos arquivos impediu os advogados de contestar as informações e discutir as garantias relacionadas à saúde da ex-parlamentar.
Maurício também afirmou que a extradição colocaria a vida de Zambelli em risco.
“Extraditar Carla ao Brasil seria o mesmo que entregá-la à morte, já que o sistema prisional brasileiro é desumano e degradante”, declarou.
O tribunal italiano vai avaliar se as informações e garantias apresentadas pelo Brasil atendem às exigências para a extradição.
A análise não envolve um novo julgamento das acusações que levaram à condenação da ex-deputada.
Entenda o caso
O pedido de extradição em análise está relacionado à condenação de Zambelli a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.
O caso ocorreu em outubro de 2022, na véspera do segundo turno das eleições, quando três homens apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cercaram a então deputada Carla Zambelli.
Segundo Zambelli, os homens a xingaram e agrediram diante de seu filho, então com 14 anos. Ela acionou a polícia, mas os três deixaram o local.
Em seguida, a parlamentar perseguiu um deles com uma arma em punho. O episódio ocorreu no bairro dos Jardins, em São Paulo, e ganhou repercussão nas redes sociais.
A Justiça italiana já havia autorizado a extradição, mas a Corte de Cassação anulou a decisão em julho e determinou uma nova análise.
O tribunal pediu esclarecimentos sobre as condições de detenção e as garantias de assistência médica que Zambelli receberia caso retornasse ao Brasil.




