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Líder norte-coreano durante visita ao Instituto de Material Químico da Academia de Ciências da Defesa  | STR/AFP
Líder norte-coreano durante visita ao Instituto de Material Químico da Academia de Ciências da Defesa | Foto: STR/AFP

A mídia estatal da Coreia do Norte afirmou nesta quarta-feira (23) que o ditador do país, Kim Jong-Un, ordenou maior produção de motores de foguete e de ogivas de mísseis balísticos intercontinentais.  

Em julho, a Coreia do Norte realizou testes de mísseis intercontinentais que colocaram o programa de armamentos de Pyongyang em um novo patamar pelo fato de, em tese, o projétil ter capacidade de atingir os Estados Unidos. 

O texto da agência de notícias "KCNA" sobre uma visita de Kim a um instituto químico, foi publicado pouco depois de que o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, pareceu se mostrar aberto à paz, elogiando o que chamou de recente contenção mostrada pela Coreia do Norte.  

Kim foi orientado sobre o processo de produção de pontas de ogivas nucleares para mísseis balísticos intercontinentais e de motores de foguete de combustível sólido, durante sua visita ao Instituto de Material Químico da Academia de Ciência de Defesa, disse a agência. 

"Ele instruiu o instituto a produzir mais motores de foguete e ogivas", afirmou a KNCA.  

Apesar de anunciar a continuidade dos programas nuclear e de mísseis norte-americano, a reportagem da KCNA não teve as tradicionais e robustas ameaças contra os Estados Unidos. Nesta terça (22), o presidente norte-americano, Donald Trump, expressou otimismo sobre uma possível melhora nas relações entre os dois países.  

"Eu respeito o fato de que ele está começando a nos respeitar", disse Trump sobre Kim em um evento em Phoenix, no Arizona. "E talvez -provavelmente não, mas talvez- algo positivo possa sair disso".  

Novas sanções  

Nesta terça (22), os EUA anunciaram sanções contra dez organizações e seis indivíduos russos e chineses, que estariam ligados ao desenvolvimento do programa nuclear da Coreia do Norte.  

A decisão visa o congelamento de bens no país norte-americano das pessoas e entidades acusadas de envolvimento com o programa norte-coreano, e as proíbem de fazer negócios com os cidadãos norte-americanos.  

Leia mais: Coreia do Norte detalha plano para atacar ilha norte-americana

"O Departamento do Tesouro continuará aumentando sua pressão sobre a Coreia do Norte, apontando para aqueles que apoiam o desenvolvimento dos programas nucleares e balísticos e isolando-os do sistema financeiro americano", disse em comunicado o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin.  

"É inaceitável que indivíduos e companhias na China, Rússia e outras partes ajudem a Coreia do Norte a gerar rendas usadas para desenvolver armas de destruição em massa e desestabilizar a região", afirmou Mnuchin.  

A China reagiu com irritação, dizendo que Washington deve "corrigir imediatamente seu erro" de impor sanções unilaterais sobre companhias e indivíduos chineses para evitar prejudicar a cooperação bilateral.

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