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O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, preside encontro virtual dos líderes do G7 em seu gabinete em Londres, 19 de fevereiro
O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, preside encontro virtual dos líderes do G7 em seu gabinete em Londres, 19 de fevereiro| Foto: Geoff Pugh / POOL / AFP

O presidente dos EUA, Joe Biden, e o primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi, participaram pela primeira vez do encontro de líderes do G7, nesta sexta-feira (19), que foi presidido pelo primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson.

O grupo reúne os sete países que controlam quase a metade da economia mundial: Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. Os líderes se comprometeram durante a reunião virtual de duas horas nesta sexta-feira a um financiamento adicional de quase US$ 7 bilhões para acelerar a distribuição de vacinas contra Covid-19 aos países mais pobres.

Pressionados em seus países por causa de obstáculos em suas campanhas de vacinação, os líderes não esclareceram como eles dividiriam as vacinas com as outras nações.

Os países mais ricos contrataram próximo de 1 bilhão de doses de vacinas contra o coronavírus a mais do que precisam, segundo uma análise feita pela ONG One Campaign. O relatório mostra que, até agora, os EUA, a União Europeia, o Reino Unido, a Austrália, o Canadá e o Japão garantiram mais de 3 bilhões de doses, enquanto precisam de 2,06 bilhões para dar duas doses a suas populações inteiras.

Boris Johnson afirmou que o seu país doará as doses excedentes de vacinas para a Covax, iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) para facilitar a distribuição dos imunizantes aos países mais pobres.

A chanceler alemã Angela Merkel afirmou que a distribuição justa da vacina é uma questão "elementar de justiça". "Nós também temos uma obrigação com nossos próprios cidadãos. Precisa haver um balanço", ressaltou Merkel, prometendo que "nem um único agendamento de vacinação na Alemanha" seria afetado pelo esforço global.

Questão climática e tributação

Em comunicado divulgado logo após reunião entre líderes, o G7 afirmou que colocará a questão climática no centro de seus planos e buscará consenso para solucionar questões relacionadas à tributação internacional no âmbito da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) até meados de 2021. Seguindo as premissas do Acordo de Paris, o grupo prometeu entregar uma "transformação verde" para cortar as emissões de poluentes a zero até 2050.

De acordo com o comunicado da reunião realizada nesta sexta, o grupo irá cooperar com um sistema de comércio internacional moderno, mais livre e justo, com a Organização Mundial do Comércio (OMC) no centro.

Os líderes também concordaram em continuar com o apoio à economia, de forma a proteger empregos e sustentar a recuperação após a crise.

No curto prazo, o comunicado também afirma que os governos do G-7 vão trabalhar de forma conjunta com a indústria para acelerar a produção, o desenvolvimento e a distribuição de vacinas para a Covid-19. O grupo ainda reafirmou seu suporte à iniciativa Covax, da Organização Mundial da Saúde (OMS), por meio de financiamento e compartilhamento de doses de vacinas.

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