Mural do Black Lives Matter em homenagem a Breonna Tyler, morta pela polícia na casa dela| Foto: Patrick Smith/Getty Images/AFP
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A maioria dos americanos acredita que o movimento Black Lives Matter (BLM) não melhorou as relações raciais, de acordo com uma nova pesquisa da Universidade de Monmouth, divulgada nesta quarta-feira (8).

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Entre os entrevistados, 7 em cada 10 acreditam que o movimento, embora tenha chamado atenção para disparidades raciais na sociedade americana, não melhorou as relações raciais nos Estados Unidos. O percentual dos que acreditam que o Black Lives Matter piorou as questões raciais é maior do que os que acreditam que o movimento melhorou (38% contra 26%, respectivamente).

Apesar disso, a pesquisa descobriu que a maioria dos participantes (52%) sente que as relações raciais vão melhorar, muito ou pouco, após os protestos contra a morte do afro-americano George Floyd. Sobre a resposta do presidente Donald Trump aos protestos, 62% dos entrevistados acreditam que ele tornou a situação pior - apenas 20% afirmaram que Trump fez um bom trabalho.

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A Monmouth também perguntou se os americanos achavam que as ações dos manifestantes em protestos antirracismo e contra a polícia eram justificáveis. Trinta porcento responderam que sim, 29% disseram que não e 35% afirmaram que as ações eram parcialmente justificáveis.

Nesse quesito, o resultado aponta para uma maior compreensão com os manifestantes quando comparado a uma pesquisa da Monmouth realizada no começo de junho, quando apenas 17% disseram que as ações eram justificáveis e 38% afirmaram que não eram. Foi no fim de maio e início de junho que ações violentas, como incêndios e saques a comércios, foram registradas. Depois os motins diminuíram, o que pode explicar a mudança de posicionamento.

Os resultados da pesquisa realizada pela Monmouth no fim de junho e divulgada nesta quarta-feira estão disponíveis, em inglês, neste link.