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Paciente de Covid-19 recebe cuidados médicos em UTI de hospital em Lausanne, Suíça, 21 de dezembro
Paciente de Covid-19 recebe cuidados médicos em UTI de hospital em Lausanne, Suíça, 21 de dezembro| Foto: EFE/EPA/LAURENT GILLIERON

A "grande maioria" das internações e mortes por Covid-19 no mundo inteiro atualmente são de pessoas não vacinadas, afirmou nesta quarta-feira o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, em entrevista coletiva.

"Devemos estar muito claros de que as vacinas permanecem eficazes tanto contra a variante delta como a ômicron do coronavírus", enfatizou.

"Deve ser uma prioridade atingir 40% de vacinação em todos os países o mais rápido possível e fazer com que essa taxa atinja 70% até meados do ano", acrescentou o etíope.

Tedros reiterou sua oposição a programas de reforço generalizado para toda a população, advertindo que eles "podem prolongar a pandemia em vez de acabar com ela", desviando o fornecimento de vacinas a países com baixos índices de imunização.

Melhor distribuição

Apenas metade dos países do mundo conseguiu atingir a meta estabelecida de vacinar pelo menos 40% de sua população contra a Covid-19 até o final do ano, afirmou Tedros.

Este fracasso no cumprimento das metas está ocorrendo "enquanto alguns países estão distribuindo doses de reforço para toda a sua população", criticou Tedros, que em meados deste ano já havia solicitado aos países mais avançados em vacinação que adiassem os planos de administração de doses suplementares.

O chefe da OMS também disse que, com uma melhor distribuição, as mais de 8 bilhões de doses administradas até agora no mundo inteiro teriam sido suficientes para atingir os 40% desejados em todos os países, priorizando grupos de risco como profissionais da saúde, idosos e pessoas com comorbidades.

"É difícil entender como é possível que, um ano após o desenvolvimento das primeiras vacinas contra a Covid-19, três em cada quatro profissionais da saúde na África ainda não estejam vacinados", acrescentou Tedros.

No entanto, o diretor-geral ressaltou que o programa Covax, através do qual a OMS distribui vacinas principalmente para países em desenvolvimento, está aumentando gradualmente seu fornecimento e acelerando sua entrega, tendo conseguido enviar cerca de 400 milhões de doses nos últimos três meses, aproximadamente a mesma quantidade que nos seis meses anteriores.

"Nossa análise indica que o fornecimento de vacinas será suficiente para poder vacinar toda a população mundial e dar doses a todos os grupos de risco até o primeiro trimestre de 2022", previu Tedros.

Enquanto a taxa média global de vacinação é superior a 56%, nos países de baixa renda ela cai para 8%, de acordo com dados das redes nacionais de saúde.

Os países com as maiores taxas de vacinação do mundo são Emirados Árabes Unidos (90% com esquema vacinal completo), Portugal (89%), Singapura (87%), Chile (85%), Cuba (83%), Coreia do Sul (82%) e Espanha (80%).

"Ano do fim da pandemia"

Tedros Adhanom Ghebreyesus disse ainda na coletiva desta quarta-feira que 2022 "deverá ser o ano do fim da pandemia de Covid-19, mas também o começo de uma nova era de solidariedade".

"Foram 12 meses muito difíceis para todos, mas não podemos permitir que seja um ano desperdiçado", argumentou.

O biólogo etíope também pediu que a comunidade global aprenda as lições dadas por um ano em que mais de 3,5 milhões de pessoas morreram de Covid-19, número maior do que o registrado em 2020.

"O ano de 2021 nos deu muitas razões para ter esperança, na forma de vacinas que sem dúvida salvaram muitas vidas, mas, por outro lado, a desigualdade na distribuição de doses também custou muitas vidas", acrescentou Tedros.

"A Covid-19 continua a causar cerca de 50 mil mortes por semana, e à medida em que a ômicron se torna a variante dominante, temos que tomar precauções extras", advertiu.

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