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Manifestantes tentam derrubar a estátua de Andrew Jackson na Praça Lafayette, perto da Casa Branca, em 22 de junho de 2020 em Washington, DC| Foto: Drew Angerer/Getty Images/AFP

Manifestantes antirracismo tentaram derrubar uma estátua do ex-presidente dos Estados Unidos Andrew Jackson em um parque perto da Casa Branca, em Washington D.C., na noite de segunda-feira (22). Após o caso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que autorizou o governo federal a prender "qualquer pessoa que vandalize ou destrua qualquer monumento, estátua ou outra propriedade federal nos EUA".

Quando a polícia interveio, algumas pessoas já haviam amarrado cordas à estátua de bronze de 168 anos e começado a puxá-las. A palavra "assassino" foi pichada no monumento que celebra o 7º presidente americano. A polícia retirou os manifestantes do parque usando spray de pimenta para dispersar o grupo. Pelo menos duas pessoas foram detidas por tentar agredir um policial.

Os manifestantes também tentaram bloquear o parque Lafayette com cercas e barricadas, declarando a área como "Zona Autônoma da Casa Negra", em uma tentativa de imitar o bloqueio que manifestantes fizeram em Seattle em seis quadras da cidade, onde a polícia foi banida e onde está havendo uma escalada de violência, com dois tiroteios registrados no fim de semana. A igreja histórica de St John, onde Trump pousou recentemente para uma foto com uma bíblia na mão, também foi pichada pelos manifestantes da capital.

Andrew Jackson foi presidente dos Estados Unidos por dois mandatos, entre 1829 e 1837, e é alvo de protestos atualmente pelo tratamento severo que dispensou aos nativos americanos. A tentativa de derrubada de sua estátua nos arredores da Casa Branca é o mais recente ato de manifestantes antirracismo que exigem que monumentos e memoriais sejam removidos.

No Reino Unido, por exemplo, surgiu uma campanha para que o desenho da medalha de uma alta horaria concedida pela rainha seja refeito. Segundo ativistas, a cena retratada no emblema lembra a morte do americano negro George Floyd, que foi sufocado por um policial branco nos Estados Unidos. Em Nova York, a estátua do ex-presidente americano Theodore Roosevelt, onde ele aparece montado em um cavalo ao lado de um nativo e um africano, será retirada da entrada do Museu de História Natural.

10 anos de prisão para vândalos

Ao comentar o ataque à estátua de Andrew Jackson, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que inúmeras pessoas foram presas pelo "vandalismo vergonhoso" da "magnífica Estátua de Andrew Jackson" e pediu até dez anos de prisão para os envolvidos.

Na manhã desta terça-feira, o republicano voltou a mencionar o assunto, afirmando que autorizou o governo federal a prender "qualquer pessoa que vandalize ou destrua qualquer monumento, estátua ou outra propriedade federal nos EUA" e que elas sejam julgadas com base na Lei de Preservação de Veteranos em Memorial, de 2003, que prevê até 10 anos de prisão nesses casos citados por Trump.

"Essa ação entra em vigor imediatamente, mas pode também ser usada retroativamente para a destruição e vandalismo já causados. Não haverá exceções", tuitou Trump.

Mais tarde, o republicano comentou que "nunca haverá uma 'Zona Autônoma' em Washington, DC", enquanto ele for presidente. "Se tentarem, serão recebidos com muita força!".

No fim de semana em Tulsa, no primeiro comício da campanha eleitoral de Trump após a pandemia, ele havia criticado os manifestantes que tomaram a chamada "zona autônoma" de Seattle, chamando-os de anarquistas. Trump disse que está só esperando uma ligação do governador do estado de Washington, o democrata Jay Inslee, para resolver o problema. "Me ligue, mal posso esperar por sua ligação. Me ligue e dentro de uma hora estará tudo resolvido", disse Trump.

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