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A líder oposicionista María Corina Machado contestou nesta quinta-feira (3) o acordo entre os Estados Unidos e o chavismo, por meio do qual o país norte-americano vai controlar até 65 bilhões de barris de petróleo da Venezuela.
O acordo teve seus direitos cedidos para a empresa North American Blue Energy Partners (Nabep), controlada pelo empresário venezuelano Alejandro Betancourt.
A vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025 destacou, em uma mensagem divulgada nas redes sociais, a necessidade de que “as coisas sejam feitas da maneira certa”.
“Tudo isso exige um trabalho sustentável, baseado nos princípios inegociáveis de transparência absoluta, legalidade e eficiência. E isso só é possível com a legitimidade e a estabilidade oferecidas por um governo sério e democrático”, afirmou a líder oposicionista.
Machado disse que os Estados Unidos são “o parceiro principal de que a Venezuela precisa para desenvolver plenamente seu valor estratégico”, mas que o chavismo não tem legitimidade para levar essa parceria adiante. “Os inimigos dos Estados Unidos na Venezuela estão atualmente no Palácio de Miraflores”, disse, citando a sede da presidência venezuelana.
“Sei o que vocês [venezuelanos] estão sentindo: tristeza, raiva, aquele mal-estar, tão recorrente em nossa história, de ter outra pessoa tomando decisões sobre o que é nosso, em nosso nome, sem nos consultar”, acrescentou Machado. “A riqueza do nosso solo não pertence a um regime ilegítimo; pertence ao povo venezuelano.”
Desde a captura do ditador Nicolás Maduro em janeiro, o governo Donald Trump se aproximou da ditadora interina da Venezuela, Dercy Rodríguez, e negou que Machado assumisse o poder, alegando que ela não tem apoio suficiente dentro do país sul-americano.
Nesta quarta-feira (2), ao ser questionado sobre o acordo, Trump disse que a Venezuela ainda não está pronta para realizar eleições.







