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Andrei Rodrigues: conheça o diretor-geral da PF alvo de suspeitas no caso Master

Diretor-geral da PF atuou na Copa, Olimpíadas e segurança de presidenciáveis petistas antes de assumir o cargo.
Diretor-geral da PF atuou na Copa, Olimpíadas e segurança de presidenciáveis petistas antes de assumir o cargo. (Foto: Andressa Anholete/Agência Senad)

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O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, é um dos personagens do novo capítulo da crise que envolve o Supremo Tribunal Federal (STF). Seu nome surge em mensagens do dono do banco Master, Daniel Vorcaro, direcionadas a um contato identificado como sendo do ministro Alexandre de Moraes.

Em um depoimento conduzido por João Azambuja, juiz auxiliar do gabinete de André Mendonça, o banqueiro diz que mantinha uma relação "cordial" com Andrei e que já esteve em eventos com o diretor-geral.

"Não chegou a ser uma amizade, mas uma relação de estar em eventos conjuntos, de estar em eventos de charuto, juiz, de ter uma tratativa cordial, amistosa, de ir com família em eventos do banco, convites para eventos de Fórmula 1, de outras coisas", afirmou.

Nas conversas com Moraes, Vorcaro fala da necessidade de "reforçar" com Andrei e com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, "para não deixar ninguém de baixo fazer uma sacanagem". A afirmação surge logo após o banqueiro contar que agentes da PF e membros do Ministério Público Federal (MPF) estariam pressionando diretores do Banco Central (BC) a tomar uma medida em relação ao Master.

A relação, porém, teria ganhado contornos de hostilidade, segundo Vorcaro, quando surgiu a possibilidade de uma delação premiada. Questionado por seu advogado, o banqueiro afirmou ter “certeza” de que havia uma pressão “de cima para baixo” para impedir a colaboração e disse acreditar que Andrei ou pessoas ligadas a ele poderiam estar influenciando esse movimento.

Conheça a trajetória de Andrei Rodrigues

Andrei Augusto Passos Rodrigues tem 55 anos e nasceu em Pelotas (RS). Graduou-se em Direito em 1997 e concluiu um mestrado em Alta Gestão em Segurança Internacional na Universidade Carlos III, de Madri, em 2020. Ingressou na PF em 2002. No ano seguinte, já ocupava uma função de chefia na superintendência da corporação no Amazonas.

O cargo de diretor-geral da PF é seu desde o início do terceiro mandato do presidente Lula (PT). Seu nome foi levado ao presidente pelo então futuro ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, hoje ministro do STF. Antes disso, ele coordenou a equipe de segurança da campanha do petista.

Em setembro de 2022, a equipe de Andrei deu voz de prisão a um motorista de 50 anos que se aproximou e xingou o então candidato de "ladrão, safado e sem vergonha". Doze anos antes, em 2010, o ainda delegado havia coordenado a segurança de Dilma Rousseff (PT) durante a campanha presidencial.

Em meio à aquisição de confiança, o delegado assumiu a Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos em 2013. A pasta foi criada dois anos antes pelo então ministro da Justiça José Eduardo Cardozo e extinta em 2017. À frente do cargo, ganhou destaque por comandar a segurança da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro.

No dia 4 de março de 2026, Luiz Phillipi Mourão, o “Sicário”, aliado de Daniel Vorcaro, atentou contra a própria vida enquanto estava na carceragem da PF em Minas Gerais. Andrei veio a público no dia seguinte para afirmar que “toda a ação dele e o atendimento pelos policiais estão filmados sem pontos cegos”. Mourão morreu dois dias depois no hospital.

A PF instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias do incidente. A conclusão foi que não houve intervenção externa.

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