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Para entender

Meta aceita pagar bilhões por alimentar vício digital em crianças e adolescentes

Eucaristia é o sacramento central do cristianismo, onde o pão e o vinho são consagrados e se tornam o Corpo e o Sangue de Jesus. (Foto: Pixabay/ ArtByrandy)

Nesta semana de agosto de 2026, a gigante da tecnologia Meta fechou acordos bilionários nos Estados Unidos para encerrar processos que a acusam de estimular o vício em redes sociais. Paralelamente, a Conferência Católica da Califórnia pressiona o governo local pela aprovação da lei AB 1709, que visa restringir recursos viciantes e proteger a saúde mental de jovens menores de 16 anos.

Qual é o valor total do acordo e o que a Meta deve mudar em suas redes?

A Meta concordou em pagar até US$ 17,1 bilhões em um acordo consolidado envolvendo 29 estados americanos. Além da compensação financeira, a empresa terá que implementar mudanças rigorosas: verificar a idade real dos usuários, limitar o uso diário para menores a apenas duas horas, bloquear notificações e acesso durante a madrugada e silenciar alertas em horário escolar. Outro ponto central é que os pais poderão escolher o feed cronológico para os filhos, eliminando a seleção feita por algoritmos, que prioriza conteúdos com base no comportamento de navegação.

Por que líderes religiosos da Califórnia defendem restrições severas ao Instagram e Facebook?

Os bispos da Califórnia alertam que as doenças mentais e casos de automutilação entre jovens dispararam desde o surgimento dos smartphones. Eles argumentam que os recursos viciantes — como a rolagem infinita e as notificações constantes — prejudicam a autoestima e a imagem corporal das crianças devido às comparações sociais incessantes. A Igreja defende que estabelecer limites claros ajuda a preservar o desenvolvimento emocional dos menores e garante o direito dos pais de protegerem seus filhos da exposição precoce a conteúdos perigosos e ao contato com estranhos.

Como o Texas conseguiu um acordo individual vantajoso contra a Meta?

Diferente de outros estados que se uniram em uma coalizão, o Texas optou por seguir um caminho jurídico próprio. O procurador-geral Ken Paxton anunciou um acordo exclusivo no valor de mais de US$ 1 bilhão, que pode chegar a US$ 1,3 bilhão caso o YouTube e o TikTok também adotem as mesmas medidas de segurança. O dinheiro será destinado a serviços essenciais, como saúde mental para a juventude, alfabetização digital nas escolas, programas de atividades extracurriculares e recursos para atendimento de crises, garantindo que a verba seja investida diretamente no bem-estar dos jovens.

Quais países já adotaram proibições totais de redes sociais para menores?

A tendência de regulamentação rígida já é realidade internacional. A Austrália saiu na frente em dezembro de 2025, tornando-se a primeira nação a proibir contas de redes sociais para jovens com menos de 16 anos. Na Europa, a França seguiu o exemplo ao aprovar uma lei similar para menores de 15 anos, com implementação gradual iniciada em setembro. Nos Estados Unidos, a aplicação ainda é fragmentada, com cerca de 20 estados promulgando leis variadas que enfrentam diferentes estágios de validade jurídica, enquanto a Califórnia discute agora a proibição total ou restrição técnica.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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