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O presidente argentino, Javier Milei, voltou a alfinetar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta segunda-feira (27) ao compartilhar publicações de apoiadores nas redes sociais com críticas ao petista.
Entre as mensagens republicadas pelo governante da Casa Rosada são citadas alegações de envolvimento do governo brasileiro nas eleições presidenciais da Argentina, em 2023.
Milei defendeu a suposta interferência durante uma entrevista à Rádio Mitre, neste domingo (26), quando acusou Brasília de ter financiado uma campanha "anti-Argentina" durante o pleito de seu país.
"Vocês sabem quem investiu mais dinheiro nessa campanha anti-Argentina? O governo brasileiro. 25% dos recursos vieram do governo brasileiro. E depois vêm falar em interferência. Além disso, eles tiveram um papel muito ativo na campanha de 2023. Vocês se esqueceram de que os assessores de Massa [Sergio Massa, principal adversário de Milei nas urnas] eram um grupo de brasileiros?", afirmou o líder argentino.
Outra publicação compartilhada por Milei diz respeito à visita de Lula à ex-presidente Cristina Kirchner, que está em prisão domiciliar após condenação por corrupção.
"Lula é um ex-presidiário e, quando foi à Argentina, visitou a aliada também condenada. Ele é o fundador do Foro de São Paulo e mantém Bolsonaro inelegível", diz a postagem apoiada pelo presidente argentino.
A crise diplomática entre Brasil e Argentina ganhou novo fôlego nesta segunda-feira depois que o ministro Dario Durigan, da Fazenda, chamou Milei de “palhaço” por causa das fortes críticas feitas por ele no final de semana contra o presidente Lula e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
As falas do líder da Casa Rosada geraram uma reação imediata da diplomacia brasileira, que convocou embaixadores para esclarecimentos. A medida é considerada como um duro recado nas relações bilaterais dos países.




