Integrantes dos grupos de autodefesa do estado mexicano de Michoacán invadiram nesta segunda-feira a prefeitura da cidade de Apatzingán para exigir a renúncia do prefeito, Uriel Chávez Mendoza.

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Segundo informou a imprensa local, as centenas de pessoas que entraram na sede da prefeitura acusaram Chávez de estar supostamente relacionado com o cartel dos Cavaleiros Templários, que tem uma forte presença em Michoacán.

A Polícia Federal entrou no edifício para tirar o prefeito dali em um veículo blindado e transportá-lo a sua casa. Fontes da prefeitura disseram que a sede municipal foi desalojada por seus funcionários para evitar atos de violência.

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Apatzingán é a cidade mais importante da comarca conhecida como Tierra Caliente, onde surgiram há um ano grupos de civis armados para combater os crimes dos templários perante a ineficácia das autoridades de Michoacán.

Os integrantes das autodefesas acusam o prefeito da cidade de estar relacionado com o desaparecimento de 300 moradores da região.

A segurança de Apatzingán, município de 100 mil habitantes, está a cargo da Polícia Federal desde meados de janeiro deste ano, enquanto tropas militares patrulham os arredores.

Grupos de autodefesa fizeram uma entrada simbólica na cidade no último dia 8 de fevereiro, mas depois se retiraram e mantêm apenas algumas blitze nos arredores, sem armas visíveis, com a missão de vigiar para que não entrem possíveis templários ou simpatizantes.

No domingo estes grupos de civis armados instalaram em Apatzingán um Conselho de Autodefesas, parecido com órgãos estabelecidos em outros municípios da região, e desconheceram a autoridade do prefeito da cidade.

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Os grupos de autodefesa têm presença em 20 municípios de Michoacán e em alguns, como em Antúnez e Parácuaro, controlam as entradas aos povoados.