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Apostou na queda de Maduro

Militar dos EUA é preso após usar informação confidencial para lucrar com aposta

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A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, o diretor do FBI, Kash Patel, e a promotora federal em Washington, Jeanine Pirro, durante coletiva em fevereiro. (Foto: JIM LO SCALZO/EFE/EPA)

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Autoridades federais do governo dos Estados Unidos prenderam nesta quinta-feira (23) o sargento das forças especiais americanas Gannon Ken Van Dyke, que esteve envolvido na operação que capturou o ditador Nicolás Maduro em 3 de janeiro, por supostamente usar informações sigilosas da missão para lucrar em apostas na plataforma de previsões Polymarket.

Segundo autoridades federais citadas pela imprensa americana, ele teria obtido mais de US$ 409 mil (R$ 2 milhões, na cotação atual) em ganhos após apostar antecipadamente na queda de Maduro.

De acordo com a acusação apresentada no distrito sul de Nova York, Van Dyke responde por uso ilegal de informação confidencial para ganho pessoal, roubo de dados governamentais não públicos, fraude financeira, fraude eletrônica e movimentação de recursos obtidos de forma ilícita. O Departamento de Justiça dos EUA confirmou à imprensa local que o militar participou do planejamento e da execução da operação contra Maduro.

Segundo os investigadores, poucas horas antes de o presidente Donald Trump anunciar, em janeiro, a captura do ditador venezuelano, uma conta ligada a Van Dyke realizou apostas de mais de US$ 33 mil (R$ 166 mil, na cotação mais recente) em contratos que previam a saída do líder venezuelano do poder ainda naquele mês. Após a confirmação pública da operação, as apostas renderam lucro elevado.

As autoridades afirmam que, depois de receber os ganhos, Van Dyke teria transferido grande parte do dinheiro para carteiras de criptomoedas e contas de investimento online. Dias depois, segundo a acusação, ele tentou ocultar sua identidade ao pedir a exclusão da conta usada na plataforma.

Em nota publicada nas redes sociais, a plataforma Polymarket informou que identificou movimentações suspeitas envolvendo o uso de informação classificada e comunicou o caso ao Departamento de Justiça, além de cooperar com a investigação. A empresa afirmou que práticas de “insider trading” – isto é, uso de informações privilegiadas e não públicas para obter vantagem financeira - não têm espaço na plataforma.

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