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Policiais tailandeses bloqueiam rua no centro do Monumento da Vitória, onde manifestantes se reuniram dias antes | Athit Perawongmetha/Reuters
Policiais tailandeses bloqueiam rua no centro do Monumento da Vitória, onde manifestantes se reuniram dias antes| Foto: Athit Perawongmetha/Reuters

250 pessoas a maioria deles políticos, acadêmicos, ativistas e jornalistas – foram intimadas para depor aos militares após o golpe. 160 foram detidas em locais não divulgados. Os golpistas estão libertando aqueles que concordarem em não fazer manifestações contrárias ao novo regime.

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O ex-primeiro-minis­­tro interino da Tailân­­dia Ni­­wat­­tumrong Boon­­song­­pai­­san foi libertado ontem depois de permanecer uma semana detido após o golpe de 22 de maio.

Niwattumrong foi levado para um local desconhecido depois que ele foi obrigado a se apresentar para os militares na sexta-feira passada. Ele foi libertado com outras 30 personalidades políticas, incluindo o ex-ministro de Relações Exteriores Sura­­pong Tovi chakchaikul.

Cerca de 160 pessoas que haviam sido detidas em locais não revelados, a maior parte em bases militares, já foram libertadas.

O Exército explicou que os que foram libertados concordaram que não vão se pronunciar contra o regime ou incitar tumultos.

Niwattumrong sucedeu a ex-premiê Yingluck Shi­­nawatra, depois que ela foi removida do cargo por um tribunal tailandês no início de maio. Ela também havia sido presa e foi libertada no fim de semana.

Explicação

A junta militar que governa a Tailândia justificou na quinta-feira o golpe de Estado, anunciado na última semana, como uma medida para evitar a queda do país depois de inúmeras tentativas de conciliação entre as forças políticas.

"Não foi uma ação premeditada. Vimos-nos forçados a entrar em ação para evitar que a Tailândia se transformasse em um Estado fracassado", assinalou o general Chatchalerm Chalermsukh.

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