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Direitos humanos

Mulher que seria Sakineh nega ter sido torturada no Irã

Condenada à pena de morte sob a acusação de trair, o marido, teve a sentença suspensa em julho, mas ainda assim teria recebido 99 chibatadas

Uma mulher que parecia a iraniana Sakineh Mohammad Ashtiani, condenada à pena de morte sob a acusação de trair o marido, apareceu na TV estatal do país para afirmar que não havia sido chicoteada nem torturada. Sakineh, que teve a pena de morte por apedrejamento suspensa em julho, teria recebido 99 chibatadas em 2 de setembro, após um jornal britânico divulgar uma foto de uma mulher sem véu incorretamente identificada como ela, disse na época o advogado dela.

"Não fui torturada, de modo algum, ninguém me forçou a aparecer diante da câmera e tudo que digo são minhas próprias palavras", garantiu a mulher, que apareceu em uma imagem borrada, em um breve vídeo veiculado ontem. Ela qualificou os relatos de que tenha sido chicoteada por causa da foto como "falsos".

O caso gerou comoção internacional, com vários países condenando a sentença e o tratamento dado à mulher. É a segunda vez que Sakineh aparece na TV estatal. A primeira delas ocorreu em agosto, quando ela confessava ter sido cúmplice na morte do marido. O advogado dela, Javid Houtan Kian, disse então suspeitar que ela tivesse sido torturada para fazer a confissão gravada.

O grupo pelos direitos humanos Human Rights Watch diz que Sakineh, de 43 anos e mãe de dois filhos, foi primeiro condenada em maio de 2006, por uma "relação ilícita" com dois homens, após a morte do seu marido. Posteriormente, foi condenada por adultério e recebeu a pena de morte por apedrejamento. Ela, porém, voltou atrás em uma suposta confissão, afirmando que havia sido torturada.

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