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Estados Unidos

Mulher suspeita de vandalizar Memorial da Segunda Guerra Mundial em Washington é presa

Imagem de arquivo do Memorial da Segunda Guerra Mundial, na capital dos Estados Unidos, Washington (Foto: SHAWN THEW/EFE/EPA)

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Uma mulher foi presa por suspeita de cometer atos de vandalismo contra o Memorial da Segunda Guerra Mundial, na capital dos Estados Unidos, Washington.

A procuradora federal para o Distrito de Colúmbia, Jeanine Pirro, disse nesta sexta-feira (14) no X que apresentou duas acusações criminais contra Melissa L. Farris, por depredação de propriedade dos Estados Unidos e destruição de memoriais de veteranos. As infrações acarretam penas de até dez anos de prisão cada.

Segundo a agência Associated Press, o memorial foi vandalizado com uma substância que gerou espuma na fonte do monumento e a pichação da frase “Clean hands dirty $” (“Mãos limpas, dinheiro sujo”), escrita com tinta vermelha.

“Vandalizar nosso Memorial da Segunda Guerra Mundial é um ataque desprezível a um monumento sagrado que homenageia os americanos que lutaram e morreram por nossa liberdade. Entre esses americanos, estão meu pai e meu avô”, escreveu Pirro no X.

Segundo o The New York Post, a denúncia criminal contra Farris apontou que ela já havia sido presa temporariamente na segunda-feira (10) por acampar ilegalmente a poucos quarteirões do memorial.

O jornal acrescentou que Farris publicou vários vídeos gravados perto do memorial na quinta-feira (13) em redes sociais, sob o pseudônimo Melissa Lovewell, incluindo um em que ela admitiu ter “danificado” a fonte, segundo a denúncia criminal.

“Estou cognitivamente e executivamente [sic] ciente das escolhas que estou fazendo, e estou fazendo isso para levar meu caso de informante aos tribunais”, disse ela em um dos vídeos. Não ficou claro sobre qual caso ela estava falando.

“Fui eu”, disse Farris em outro vídeo, que exibe o slogan “TEA PARTY”, movimento conservador do qual a candidata a vice-presidente Sarah Palin na eleição americana de 2008 é a representante mais famosa.

“Estou aqui, eu fiz isso. Achavam que eu estava brincando?”, afirmou, em referência às pichações. Em outro vídeo, ela fala: “Acabei de pichar propriedade federal da p*rra, e ninguém nem piscou, e isso é muito estranho”.

Antes da divulgação da notícia sobre a prisão, o presidente Donald Trump havia condenado o ato de vandalismo em um post na rede Truth Social.

“Nosso belo Memorial da Segunda Guerra Mundial acaba de ser alvo de vândalos com spray. NÃO PODE HAVER INSULTO MAIOR AOS HERÓIS AMERICANOS QUE MORRERAM NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL. Primeiro o Espelho d’Água, agora isso. Estamos no encalço deles! De onde vêm esses animais?”, escreveu o mandatário.

Trump fez referência ao Espelho d’Água, outro monumento de Washington, que recentemente ficou com a cor azul.

David Hearn, um ex-canoísta olímpico, chegou a ser preso em junho como suspeito, mas o caso foi arquivado depois que procuradores federais afirmaram que os danos seriam “resultado de uma instalação defeituosa por parte da empreiteira” que fez a reforma do monumento para as comemorações de 4 de julho, data da independência dos Estados Unidos.

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