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Washington – Os negros dos Estados Unidos passaram 23 anos tratando de convencer o Congresso Nacional de que a sua causa era justa. As discussões, salpicadas de racismo, foram acaloradas. Manobras adiaram a iniciativa várias vezes. Até que em 2003, finalmente, eles viram o seu desejo satisfeito: o Capitólio aprovou e o presidente George W. Bush assinou a lei criando o Museu Nacional da História e Cultura Afro-Americana.

Eles, no entanto, tiveram de esperar mais quatro anos para que o governo definisse um local para tal museu. Nesse período os indígenas já tinham conseguido construir e instalar o seu próprio museu nacional no Mall, área nobre de Washington, entre o Capitólio e o Memorial a Lincoln, ao longo da qual estão edificados nada menos do que 18 museus.

Agora, com a demarcação naquele mesmo perímetro de uma área de dois hectares – de frente para o Obelisco, e a duas quadras da Casa Branca –, os negros concluíram que terão de aguardar mais oito anos para ver o seu sonho concretizado. O prédio terá 33 mil metros quadrados, e a questão envolve novamente o Congresso: calcula-se que o museu custará US$ 500 milhões e metade desse dinheiro sairá dos cofres públicos, dependendo de autorizações anuais. A outra metade virá de contribuições individuais e de empresas.

Por isso, para atenuar espera tão longa, a comissão coordenadora dos trabalhos decidiu criar uma espécie de aperitivo: um museu virtual na internet (www.nmaahc.si.edu) sobre a participação dos negros na história dos EUA.

O virtual é interativo, já que além de expor o material que vem sendo colecionado pelos organizadores pretende-se colher depoimentos (além de fotografias, objetos, canções, arte em geral) da população. Esse material também será integrado ao acervo físico da instituição.

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