O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu| Foto: Departamento de Estado dos EUA/Divulgação/Wikimedia Commons
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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta quinta-feira (18) que expressou aos Estados Unidos sua contrariedade à criação de um Estado palestino como parte de um cenário pós-guerra em Gaza.

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"Digo essa verdade aos nossos amigos americanos e também parei a tentativa de nos impor uma realidade que prejudicaria a segurança de Israel", disse Netanyahu, acrescentando que a maioria da população de Israel rejeita um possível Estado palestino, uma iniciativa que o governo do presidente Joe Biden apoia como parte da chamada "solução de dois Estados" para o conflito israelense-palestino.

Netanyahu argumentou que, em qualquer possível acordo com os palestinos, "Israel tem que manter o controle de segurança sobre todo o território a oeste do Vale do Jordão", referindo-se a uma parte significativa da Cisjordânia, ocupada pelo país desde 1967.

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Durante suas cinco visitas à região desde o início da guerra de Gaza, em 7 de outubro, o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, reiterou a posição do governo americano a favor de uma solução de dois Estados, e Washington - assim como a União Europeia (UE) - propôs como opção pós-guerra que a Autoridade Nacional Palestina (ANP) recuperasse o controle da Faixa, de onde foi expulsa em 2007, depois que o grupo terrorista Hamas tomou o poder pela força.

Nos últimos dias, houve declarações da Arábia Saudita de que a normalização das relações com Israel - algo que os dois países estavam buscando, mas que foi paralisado pela guerra de Gaza - só poderia acontecer com um caminho claro para a criação de um Estado palestino.

"Em todos os territórios dos quais nos retiramos, recebemos terrorismo, um terrorismo terrível contra nós. Isso aconteceu no sul do Líbano, na Faixa de Gaza e na Judeia e em Samaria (nome bíblico da Cisjordânia)", disse o primeiro-ministro.

Ele insistiu que a ofensiva em Gaza continuará e disse que um cessar-fogo sem o fim do Hamas só prejudicaria Israel.

"Parar a guerra sem atingir nossos objetivos prejudicará a segurança de Israel por gerações, criará uma mensagem de fraqueza, e o próximo massacre será apenas uma questão de tempo", lembrou.

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Netanyahu reiterou que a via militar é a única que também pode ser eficaz para resgatar os cerca de 100 reféns ainda vivos em Gaza e enfatizou que a ofensiva durará "por muitos meses" até a "vitória total sobre o Hamas".

Infográficos Gazeta do Povo[Clique para ampliar]