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Estilo

Velórios extravagantes estão na moda

  • PorPor CAMPBELL ROBERTSON e FRANCES ROBLES
  • 24/08/2014 21:07
Poses de mortos evitando na vida real ganharam popularidade em Porto Rico. Ao lado, o corpo do boxeador Christopher Rivera | Ricardo Arduengo/Associated Press
Poses de mortos evitando na vida real ganharam popularidade em Porto Rico. Ao lado, o corpo do boxeador Christopher Rivera| Foto: Ricardo Arduengo/Associated Press
  • Casa funerária em Nova Orleans que preparou o corpo de Miriam Burbank para seu velório em junho

O movimento na Funerária Charbonnet-Labat aumentou muito neste verão devido a Miriam Burbank, que morreu aos 53 anos e passou seu próprio velório sentada a uma mesa com uma lata de cerveja Busch em uma das mãos e um cigarro de mentol entre os dedos, como de costume quando era viva.

As notícias sobre o velório começaram a se espalhar, centenas de pessoas compareceram, o fato foi noticiado na internet e agora Louis Charbonnet recebeu um telefonema de um agente fúnebre da Austrália.

O velório de Burbank foi o segundo desse tipo preparado por Charbonnet, e o terceiro em Nova Orleans em dois anos.

Todavia, outros velórios extravagantes têm sido realizados em outros lugares, com destaque para San Juan, em Porto Rico. Nos últimos anos chamaram a atenção por lá o velório de um paramédico posicionado atrás da roda de sua ambulância e, em 2011, o de um homem vestido como Che Guevara, com um charuto na mão e sentado de pernas cruzadas.

Aparentemente, o fenômeno surgiu em Porto Rico em 2008, com uma vítima de assassinato de 24 anos cujo velório foi realizado na sala de estar de sua família. O corpo estava amarrado a uma parede. O velório de Angel Luis Pantojas, chamado de "muerto parao", ou morto em pé, tornou-se uma sensação instantânea.

Outra vítima de assassinato foi colocada sobre uma motocicleta durante o velório, e depois houve os velórios do paramédico e do homem vestido como Guevara. Este ano, o corpo de um boxeador foi imobilizado em pé em um ringue e uma mulher idosa foi apresentada em sua cadeira de balanço.

"O sucesso tem sido enorme em Porto Rico", comentou Elsie Rodríguez, vice-presidente da Casa Funerária Marín em San Juan. "As pessoas têm solicitado todos os tipos de velórios imagináveis para si mesmos. Até agora só fizemos seis, pois os clientes ainda estão vivos."

Rodríguez disse que foi o próprio Pantojas quem teve essa ideia. Sua família contou que desde que foi ao velório de seu pai, quando tinha 6 anos, Pantojas dizia a parentes que, quando morresse, queria ser visto em pé.

"Esse não é um evento curioso ou divertido, pois a família está sofrendo muito", comentou Rodríguez. Porém, com esses preparativos incomuns, "a dor da família é atenuada, pois vê seu ente querido de uma maneira que dá a impressão de que ele continua vivo".

Inicialmente, alguns foram contra esse tipo de velório em Porto Rico — cujo preço mínimo equivale a US$ 1.700 (R$ 3.860)—, uma oposição que Rodríguez atribuiu a "inveja profissional".

"Eu pensei que fossem surgir concursos para premiar o velório mais exótico", disse Jorge Lugo, presidente da Associação de Funerárias de Porto Rico. "Certas pessoas que tiveram esses velórios eram do submundo e ganhavam dinheiro de maneira escusa em vida. Então, eu sentia que esses velórios extravagantes poderiam ter consequências negativas."

No entanto, segundo Lugo, certa vez uma funerária tentou fazer algo incomum —o velório de um cão— e passou por um fiasco, pois o animal não havia sido embalsamado. Uma lei aprovada em 2012 tornou oficialmente legal fazer velórios com cadáveres posando, "desde que a pose não seja imoral", explicou Lugo.

A moda foi lançada em Nova Orleans em 2012, com a morte de Lionel Batiste, o conhecido líder de uma banda de instrumentos de sopro da cidade. Batiste dizia que não queria ser examinado dos pés à cabeça por quem comparecesse a seu velório. Por isso, quando essa ocasião chegou, a firma funerária de Charbonnet mostrou Batiste apoiado em sua bengala e com um chapéu coco colocado elegantemente meio de lado.

Em abril deste ano, houve o velório de Mickey Easterling, socialite e grande anfitriã de festas.

"O que minha mãe me dizia alguns anos atrás era: ‘Em meu velório quero estar segurando uma taça de champanhe e com um cigarro na outra mão’", disse Nanci, filha de Easterling.

Posteriormente, Zymora Kimball foi à funerária de Charbonnet combinar os preparativos para o velório de Burbank, que a criara como filha.

Burbank não fora rica nem conhecida fora de seu bairro, o qual ela ficava observando sentada a uma mesa em sua varanda.

Kimball queria algo "original", disse Lyelle Bellard, diretor da funerária, e quando ele apresentou suas sugestões a cliente achou que elas transmitiam bem o estilo da falecida.

Apesar do interesse recente por velórios com corpos posando, a opinião quase geral, inclusive de Kimball, é de que isso não se aplica a todos os casos.

Até mesmo Rodríguez em San Juan disse que teve de recusar algumas sugestões que considerou de mau gosto ou "descabidas". Ela citou que jamais faria, por exemplo, um velório com o morto em traje de banho.

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