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O major e ex-psiquiatra do Exército Nidal Malik Hasan foi condenado nesta sexta-feira pelo assassinato de 13 militares e pela tentativa de homicídio a outros 32. O crime ocorreu em 5 de novembro de 2009, na base de Fort Hood, no Texas. Hasan, de 42 anos e que representa a si mesmo no processo, pode ser condenado à pena de morte por ter executado o maior massacre em um complexo do Exército dentro dos Estados Unidos.

Na segunda-feira, o julgamento entrará na fase penal, na qual o júri faz uma recomendação ao juiz, que determinará a sentença. A pena de morte não é comum nas Forças Armadas, que só a impôs a 16 pessoas desde que a sentença foi reinstaurada em 1984, sendo que em 11 desses casos a punição foi substituída por outra mais leve.

Hassan, de origem muçulmana, escolheu defender a si mesmo e abertamente declarou-se culpado pelo tiroteio. Sua atitude perante o júri - ele não convocou testemunhas e não quis apresentar as alegações finais - evidenciam sua intenção de ser condenado à pena de morte.

No dia do ataque, o major entrou na sala onde os companheiros esperavam para ser vacinados, subiu em uma mesa e gritou "Allahu Akbar" ("Deus é grande", em árabe) e começou a disparar contra os militares. Durante a fuga, respondeu aos civis que o ruído de disparos vinha de um treinamento. Mais tarde, foi abatido por outro militar. A bala o deixou paralisado da cintura para baixo.

O processo contra Hassan sofreu alguns atrasos, muitos deles provocados pela decisão do acusado de renunciar sucessivamente a seus advogados - dois militares e um civil - e também pela decisão do juiz então encarregado do caso, que o proibira de se apresentar ao tribunal com barba. Ele deixou a barba crescer desde o verão passado por sua fé religiosa.

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