Local destruído por ataque sudanês no Sudão do Sul| Foto: Goran Tomasevic/Reuters

O presidente americano, Barack Obama, afirmou ontem que "as mortes de inocentes devem cessar" nas zonas fronteiriças entre Sudão e Sudão do Sul, enquanto convocou Cartum e Juba a negociar para pôr fim à violência.

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"Os presidentes de Sudão e Sudão do Sul devem ter a coragem de negociar porque os povos do Sudão e do Sudão do Sul merecem a paz", disse Obama no Museu do Holocausto judeu, em Washington.

A tensão continua sendo muito alta entre os dois países, que não conseguiram resolver pela via diplomática certas questões relativas à divisão, como, por exemplo, o traçado da linha fronteiriça e a repartição dos lucros petroleiros.

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Mais cedo ontem, cerca de 1.200 soldados sul-sudaneses morreram em combates registrados na disputada zona petroleira e fronteiriça de Heglig, anunciou o comandante do Exército sudanês, Kamal Maruf, sem fornecer o número de baixas que suas próprias fileiras teriam sofrido.

"O número de mortos é de 1.200 para o SPLM" – os antigos rebeldes do sul, que ostentam o poder no Sudão do Sul desde a divisão em julho de 2011 –, declarou este responsável militar perante 2.000 soldados, durante uma visita a Heglig.

Aviões sudaneses bombardearam uma importante cidade do Sudão do Sul, Rubkona, atingindo um mercado.

A União Europeia (UE) pediu que os dois países encerrem o conflito armado e voltem à mesa de negociação. Comunicado da UE, divulgado nesta segunda-feira, saúda a retiradas das tropas sul-sudanesas de Heglig. O documento pede que o Sudão não ataque as forças em retirada e interrompa os ataques aéreos contra o Sudão do Sul.