Funcionário do Ministério de Situações de Emergência da Rússia faz limpeza em estação de trens de Moscou, 26 de outubro. O país tem registrado seguidos recordes de casos de Covid-19| Foto: EFE/EPA/MAXIM SHIPENKOV
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu nesta terça-feira pela manutenção do estado de emergência internacional por causa da Covid-19, declarado em 30 de janeiro do ano passado, diante da conclusão de que a pandemia ainda está "longe do fim".

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A deliberação foi feita pelo Comitê de Emergências da OMS, que concluiu reunião hoje do grupo de especialistas que é convocado a cada três meses para analisar a evolução da crise.

Os integrantes do comitê decidiram, por unanimidade, que o novo coronavírus segue tendo potencial para ser propagado internacionalmente, o que requer uma resposta global.

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A persistência do alerta internacional supõe a necessidade de que todos os governos nacionais sigam aplicando respostas à pandemia, que incluem medidas de distanciamento físico, vacinação, diagnóstico rápido e tratamentos, aponta comunicado assinado pelos integrantes do comitê.

O grupo também reforçou o chamado feito nos últimos meses pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, para que 40% da população de todos os países esteja vacinada antes do fim de 2021, um índice que ainda está longe de ser alcançado em muitas nações em desenvolvimento.

Neste sentido, o comitê, formado por 19 especialistas e presidido pelo francês Didier Houssin, expressou a preocupação pelas dificuldades de resposta à pandemia na África, embora o continente seja oficialmente a região com menos casos no planeta (6 milhões, de um total de 243 milhões).

O grupo apelou que os países analisem os possíveis riscos de transmissão em grandes eventos em massa e em viagens internacionais, e também recomendou que a comprovação de vacinação não seja a única forma possível de permitir que um viajante possa se deslocar.

Desde o início da propagação do novo coronavírus, já morreram em todo o mundo cerca de 5 milhões de pessoas em decorrência da infecção, mas nos últimos dois meses houve uma queda geral de casos e de vítimas.

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