A Missão da ONU para a Estabilização da República Democrática do Congo (MONUSCO) deu um prazo de 48 horas ao grupo rebelde M23 se desarmar e cessar suas tentativas de atacar a cidade oriental de Goma, informou a imprensa local nesta quarta-feira (31).

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Em um comunicado divulgado na noite de terça-feira (30), a MONUSCO anunciou que a partir deste prazo, que começou a ser contado ontem às 16 horas locais (11 horas de Brasília), estabelecerá uma zona de segurança ao redor da cidade, caso sua exigência não seja atendida.

Após o término do prazo, 16 horas locais (11 horas de Brasília) de quinta-feira (1º), qualquer indivíduo armado que for localizado nos arredores da estratégica cidade de Goma e na próxima cidade de Sake - que não pertença ao Exército congolês ou à força da ONU - será visto como "uma ameaça iminente à população civil".

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Nesse caso, a MONUSCO empregará "todas as medidas necessárias para desarmá-los, incluindo o uso da força".

Segundo ONU, desde o último mês de maio, a região sofreu repetidos ataques do M23 em uma "aparente tentativa" de avançar sobre as cidades de Goma e Sake.

Nestes ataques, que no último dia 14 de julho causaram pelo menos 130 vítimas, os rebeldes costumam "disparar indiscriminadamente em civis", além de instalações da própria ONU.

Com objetivo de restabelecer a segurança na região, a MONUSCO iniciou sua intervenção no início de junho na fronteira do país com a Ruanda.

Soldados da brigada, integrada em sua totalidade por 4 mil homens de países da região, patrulham há semana a região de Goma, capital da província de Kivu do Norte, rica em minerais.

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Os combates entre o M23 e o Exército congolês se retomaram em Kivu do Norte a partir das ameaças dos rebeldes em voltar a ocupar Goma, como fizeram em novembro de 2012.

Os rebeldes só se retiraram de Goma após a pressão da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos e o compromisso do Governo da República Democrática do Congo (RDC) de negociar com eles.

O M23 é formado por soldados congoleses amotinados, alguns deles membros do antigo Congresso Nacional para a defesa do povo, supostamente fiéis ao rebelde Bosco Ntaganda, processado pelo Tribunal Penal Internacional por crimes de guerra.

A RDC está se encontra em um frágil processo de paz após a segunda guerra do Congo (1998-2003), que implicou a vários países africanos, e tem desdobrados em seu território aproximadamente 19 mil soldados da ONU.