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Operações de busca e resgate

ONU diz que há 50 mil desaparecidos na Venezuela após terremotos; chavismo confirma 920 mortes

Escombros de prédio que desabou são removidos em Caracas (Foto: Boris Vergara/EFE)

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Um representante das Nações Unidas afirmou nesta sexta-feira (26) que há mais de 50 mil pessoas desaparecidas na Venezuela devido aos terremotos que atingiram o país caribenho no meio da semana, enquanto o regime chavista divulgou um boletim com informações atualizadas sobre mortos e feridos.

O número de desaparecidos foi informado por Tom Fletcher, subsecretário-geral para Assuntos Humanitários e Coordenador de Ajuda de Emergência da ONU, que em entrevista à agência France-Presse (AFP) disse que o número de mortos provavelmente “aumentará significativamente” conforme as operações de busca e resgate avançam.

“É uma operação de resposta a emergência muito, muito complexa”, disse Fletcher. “Temos mais de 50 mil pessoas desaparecidas e mais de 500 mortos; portanto, há um trabalho enorme pela frente para vasculhar os escombros.”

Fletcher concedeu a entrevista antes de o presidente do Parlamento da Venezuela, Jorge Rodríguez, irmão da ditadora interina Delcy Rodríguez, ter informado em pronunciamento no canal estatal VTV que agora há a confirmação de 920 mortos e 3.360 feridos.

Na quinta-feira (25), o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), uma agência do governo Donald Trump, disse que há 44% de probabilidade de mais de 10 mil mortes e 30% de chance de ultrapassar 100 mil devido aos terremotos.

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