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Mulher e crianças recebem tratamento | Nicholas Kamm/AFP
Mulher e crianças recebem tratamento| Foto: Nicholas Kamm/AFP

Porto Príncipe - A ONU investiga a hipótese de que seus próprios militares te­­nham levado para o Haiti, acidentalmente, a bactéria que causou a atual epidemia de cólera. A doença já fez 330 vítimas fatais e levou 4.714 para hospitais.

Hoje, dezenas de manifestantes se reuniram em frente a uma base da ONU em Mirabelais, no epi­­centro da epidemia, para exigir a saída imediata do país de militares vindos do Nepal.

Os militares viajaram para o Haiti neste mês, quando um surto de cólera se espalhava por seu país.

Suspeita difundida por rádios haitianas supõe que o conteúdo das latrinas da base do Nepal te­­nha sido despejado nas águas de um afluente do rio Artibonite.

A bactéria, que é transmitida por água contaminada teria se espalhado pelas regiões central e norte do Haiti.

O presidente René Préval já havia dito em uma rádio, na se­­mana passada, acreditar que a bactéria da doença tenha sido "importada".

A ONU e o governo haitiano fizeram testes em duas amostras tiradas das latrinas da base do Ne­­pal. Na noite de hoje, a ONU afirmou que o teste do governo havia dado negativo para cólera. A análise da ONU ficaria pronta entre hoje e segunda-feira.

A organização já havia divulgado nota classificando a denúncia como "rumor" e afirmando que investigava o caso. A nota di­­zia ainda que os dejetos dos militares ficam armazenados em um circuito fechado de fossas sépticas, sem contato com o rio.

Mas jornalistas da agência de notícias Associated Press disseram que estiveram nos fundos da base e constataram que um líquido com odor de dejetos humanos saía de um cano e escorria em di­­reção a um rio.

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